O Novo Nome.

Liguei agora para o meu Banco.

O meu Banco de Sempre. Aquele onde o meu pai me levou ainda pela mão. E me disse tratar-se do local mais seguro para ter o nosso dinheiro.

A minha relação com aquele banco não é uma relação cliente-instituição. É uma relação que foi o meu pai que criou e que portanto não será uma agência de comunicação, ou um abalo financeiro a destruir.

Nunca estive apreensiva em relação à situação do BES. Nunca. O meu pai apesar da idade, está lúcido. Precisa muito de mim eu sei. Se estivesse ao lado dele sentir-se-ia mais seguro. Informou-se junto do banco. Forneceu-me a sua opinião que aceitei. Apenas e só apenas uma situação com gravidade extrema me faria retirar o dinheiro do meu banco!

Se gosto do novo nome? Não. Se gosto da imagem nova associada? Não. de todo. Detesto borboletas. Muito mal escolhido…borboletas representam algo efémero, frágil, bonito..mas não passando daí.. Não gostei. Mas isso para mim pouco importa…Borboletas, Dinossauros, Donas Imércias ou Cristianos Ronaldos a associarem a imagem ao Banco.

Liguei para lá agora. Estou a milhares de kms. Mas foi o senhor que me recebeu a mão quando o meu pai me levou…era eu pequena, que me atendeu agora. Falei, disse quem era. Bastou o primeiro nome. Conheceu-me, sorriu-me, preocupou-se por saber que estou longe e estar a ligar para o banco..e mais, tratou-me de imediato pelo nome.

Isto para mim é o suficiente! E não há dinheiro que pague!

NovoBanco

 

De como as feiras me enchem a alma…

Agosto já lá vai…

Mês de Agosto é, tal como o nome indica, mês da Feira de Agosto. Em Grândola.

A mais fantástica, mais ansiada feira de que tenho memória. Levava o ano inteiro a sonhar, com o mês de Agosto. Por causa da feira de Grândola.

Nunca tive grandes certezas quanto a ir ou não ir. Precisava de boleia. Precisava que os meu tios lá estivessem, ou vizinhos me levassem, ou algúem..que simplesmente conseguisse realizar-me o sonho do ano.

Não sei porque gosto das feiras. Ou melhor sei.

Gosto do colorido das barracas, da diversidade, do barulho dos carrosseis, das luzes, da precariedade das “lojas” intaladas, das traquitanas que só ali encontro, dos pregões, das tralhas em montes, dos encontrões, do cheiro a pipocas, a farturas e a algodão doce.. Do som das flautas dos indígenas que montando a barraca, anseiam pela venda de um cd..

Gosto de tanta coisa nas feiras. E gosto de saber que os meus pais me ensinaram isto, que passou deles para mim. É um legado que me passaram. Tenho muito orgulho em gostar de feiras..

Não sou nada como aquelas presunçosas que tem vergonha de admitir do que gostam só porque não entra nos canones normais. Estou a borrifar-me para os padrões. Quero é ser eu própria.

E no dia de hoje afirmar que logo à noite era lá, na Feira de Agosto, o local onde mais gostaria de estar.

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