De como…

Tenho feito das tripas coração.

Cumprir compromissos, fazer tudo nos timings inicialmente apresentados, não desrespeitar regras, estar atenta e disponível.
Tudo tenho conseguido. Com esforço e perseverança da minha parte. Muitas vezes lutando contra uma força mais forte do que eu.

Consigo os objectivos mas perco-me nos (meus) desejos. Não era assim. Não era mesmo assim…

Tenho passado muitas horas na blogosfera. Porque é preciso, porque o que tem que ser feito assim o exige.

Já tenho falado deste assunto variadas vezes.. A questão dos comentários. Nas redes sociais, na blogosfera, na vida…

Os comentários são um pau de dois bicos. Se por um lado nos ajudam a avaliar o nosso grau de interacçao com os outros, são também o lugar ideal para os anónimos darem o ar da sua graça… Uma pessoa anónima pode tudo. E ainda que os comentários possam ser aprovados previamente, fica sempre a farpa que vai directa ao coração. Tenho lido cada coisa….

Estou debilitada. Pouco (físico) consigo carregar. Consigo fotografar mas só faço trabalhos com lentes leves porque não consigo carregar o peso de uma lente pesada por horas..
Não consigo estar muito tempo a editar fotos porque os meus braços doem e editar exige concentração e perícia de mãos e braços..

Mas consigo ler.. E portanto (e embora o telefone esteja a morrer) consigo desbravar terreno na blogosfera…
Passei uma bela parte da madrugada/manhã nessa actividade…
Aprendo imenso e vejo como melhorar..
A maior parte dos conselhos para bloggers passam-me ao lado…”Como aumentar o tráfego no seu blog?”, “Como aumentar as visitas?”…Para mim estes conceitos são “peanuts”….dou-lhes pouca importância.
Mas há outras temáticas que me interessam. Porque este é o meu canto..e quero que esteja sempre actual.

Muito importante para mim a questao da cadência. Se falhar, ja sabem. Não é que queira.
Beijinho *

De como está…

De como está grande o meu cabelo.
Enorme, Gigante..

A dar-me um trabalhão.
Diariamente.
Mas sem uma ponta espigada. Sem uma.

Porque a vida também é feita destas pequenas batalhas!

Que seja uma noite (descansada).

De como é preciso…

Respirar fundo, e continuar.

Por mais complicado que tudo me pareça, por mais forças que tenha que arranjar não sei onde..
Sabem algum lugar que venda força, energia?

Porque sei que me querem ver bem.
Porque quero acreditar que sim.

Boa Noite.

De como tem dias…

Em que nada suporto.
Em que nada consigo tolerar.
Em que nada, mesmo nada me encaminha..

Tenho dias assim. Como hoje. O meu corpo é uma panela de pressão. Sem pipo para sair o ar..

Sinto o sangue a correr, o coração a bater demais e apetece-me fugir.
Para sempre.

Da cabeça ao todo.

Sempre soube que é o que está dentro da nossa cabeça que nos comanda. Que nos impele, que nos agarra ou que nos demove.
Podes conseguir lutar contra muita coisa mas nunca conseguirás lutar contigo mesma contra o que vive dentro de ti..
Porque isso é o teu eu, é o teu mais profundo ser, a tua mais profunda individualidade, aquilo que não passa para os outros porque está agarrado às tuas entranhas…
E é esse eu que vive dentro de ti, esse teu outro eu, é ele que te vai levantar quando assim tiver que ser, é ele que te vai dar a maior das lambadas quando assim tiver que ser.

Não são os outros.
Nunca permitas que sejam os outros.

As lambadas que sejam dadas por ele, os sorrisos que te sejam arrancados por ele…nunca, mesmo nunca por qualquer outro dos que te rodeiam..
Tenho a certeza que se travam diariamente lutas tremendas entre os dois eu que vivem em cada um de nós. Em cada eu, em cada Mundo. Não sei se um usa roupa preta, e outro branca, não sei se um é bom e outro mau.

Sinceramente não sei.

Mas são o equilíbrio. Diário. Sempre.
Um diz Mata, e o outro não diz esfola, o outro consola e explica porque não é ainda o tempo de matar.
Um diz que sim que é tempo de sorrir e outro está com todas as mãos a agarrar os músculos da boca. E não deixa, porque não é ainda o momento…

Há uma dualidade brutal nestes dois tipos…o que tem dias que não me quer deixar desmaquilhar, (e aqui ganha o outro), o que não me quer deixar levantar, e o que me levanta. Às 5 da manhã.
Sabiam que é possível levantar ás 5 da manhã? Claro que sim. Até nem deitar se for preciso..

Tenho a plena certeza que esta dualidade é o que me tem feito sobreviver. Se não fosse este equilíbrio, há muito que não teria força.

O que começa na cabeça, o que está dentro da nossa cabeça, é o que nos faz viver.
Não tenho hoje a mais pequena dúvida…
Daí achar que tudo isto vai da cabeça ao todo.
Boa Tarde.