No words!

No words!

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Tentei que quando fizesse algo parecido com um blog, tivesse o compromisso de qualquer coisa postar, everyday, always..

De facto, há dias complicados e rapidamente percebi que tinha tido bom senso ao não fazer promessas que poderiam não ser cumpridas.

Há dias e dias…e certos desses dias são para esquecer!

Porque não tenho força, porque não me apetece, porque nem sei do que escreva (não que não tenha sempre a cabeça ocupada com mil pensamentos), enfim..espero não ter muitos dias como estes..

Em que as lágrimas se ocupam do nosso rosto e teimam em não sair..em que tudo parece em vão, mesmo o mais importante..

Não queria estar assim…juro que não..

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Há coisas e cores e sons e imagens e lembranças de que gosto verdadeiramente MUITO. Com todas as letras grandes mesmo!

Não devia. Mesmo.

Sei que os tempos são complicados. Diria que complicados é estar a ser suave… diria que são Muito Complicados.

E há coisas que deprimem, que nos atiram de novo para o fundo do poço..

Porque raio fui eu cozinhar algo que a minha mãe me fazia durante toda a vida?!?! Porquê??!! Qual a necessidade? Querer sentir-me mais perto dela?? Senti…mas o desapontamento logo apareceu.. Em primeiro o sabor nada tinha a ver, nem a textura, nem a cor, nem o cheiro…percebi isso quando ainda estava cru e provei.. Nem deveria ter avançado.

Há coisas que não devemos deixar que se instalem.

Não precisava de estar agora com esta dor. Não precisava e acho que não merecia. Mesmo.

My tree

O tempo tem o poder de fazer com que tudo mude..Embora tenha a certeza que algumas coisas NUNCA mudarão.

As cores de uma árvore em pleno Outono, mudam a cada hora.. a maravilha que ontem vía, foi hoje arrancada pelas rajadas da noite…Fiquei triste…gostava tanto de preservar eternamente certas coisas, certas imagens perfeitas.

Esta era a minha vista de casa, esta árvore foi durante semanas a minha companhia nas manhãs de outono..

Tinha a nítida sensação de que iria ficar diferente..De uma noite para o dia..perdeu a sua beleza, como um balão que perde o ar..o chão está repleto das suas folhas. Hoje passei para as pisar (tenho este fascínio por pisar as folhas caídas)..Depois lembrei-me ….”espera…esta não é uma árvore qualquer, era a tua árvore..a primeira para onde olhavas de manhã e o último relance que mandavas quando fechavas a cortina”.

Esta era a minha árvore. Quero acreditar que a vou recuperar.

Boa noite!

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O silêncio da música..

O silêncio.

Nunca tinha imaginado que correr fosse tão bom. Nunca quis, achei sempre aborrecido, solitário, extenuante.  Nunca houve uma primeira vez. Não posso ter dito que experimentei e não gostei.

Acho que para correr, como para tantas outras coisas, é preciso chegar o momento X. A minha vida  e as minhas decisões são pautadas pela chegada do momento X. E é esse que me faz tomar decisões, começar projectos que estão na gaveta ha muito tempo, comigo até para passar a ferro é preciso chegar o momento X.

Foi assim que há umas semanas comecei a correr. Tudo bem, admito que os tempos que passo são muito complicados e alguma coisa haveria de ter que fazer pela minha vida. E decidi correr!!

E acho que decidi muito bem! Encontrei aquilo de que de melhor se pode ter, a companhia da natureza, o som do silencio da musica.. Só consigo correr com música, mas é como se fosse em silêncio porque a minha cabeça está a por em ordem tudo o que por lá anda espalhado..penso muito, obriga-me a reflectir… e alem de que adoro o som dos meus pés nas folhas secas.

Adoro as folhas, as cores, as texturas..os cenários..

Estou a amar correr. Foi do melhor que me poderia ter acontecido.

Há muitas outras coisas que me fariam feliz..mas estão longe. Muito longe.

Bom dia!!!