So true.

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Da magia deste momento.

Adormecemos agarrados.
Perguntavas tu com as tuas mãozinhas pequeninas abraçadas a mim para que servia o umbigo…

Dizia-te eu que é lá que está o cordão que nos liga, por onde comias quando estavas na minha barriga…

E depois dizia-te eu, que é por isso que Mãe e Filhos tem ligações desta dimensão… E tu com os olhos marejados de lágrimas, viraste-te para o lado dizendo…”Eu sei que sim Mãmã”…

Se não fosses tu meu filho, eu não era NADA.
Boa noite.

Porque sim.

Porque é nos momentos maus que se aprende;

Porque é nos dias doentes que se dá (ainda) mais valor à saúde;

Porque é quando se adormece com choro compulsivo, que se acorda com a certeza de que é preciso agarrar-se ao eu para que ele tenha força de um dia mais além conseguir chegar (de novo) ao outro;

Porque é quando vimos a cara assim reflectida no espelho, que urge agir, reagir…

Porque é quando dias assim aparecem que nos deitamos com lágrimas mas acordamos com certezas;

Porque é em dias assim que vivemos a dura dualidade de nos amarmos e odiarmos..por tudo e por nada.

Porque a falta de força nos pode fazer pensar que nada mais conseguiremos, mas a força desse eu que só aparece às vezes me diz que sim. Que vou conseguir e ainda vou ser muito feliz.

E porque é em alturas destas que percebo o quão diferente estou, do que fui e do que um dia sonhei ser..

E porque também é em momentos destes que vejo que o meu fim não é aqui, nem agora.

Porque o Mundo me pertence e (ainda) quero agarrá-lo.

Da importância do Eu.

Não me considero uma pessoa egoísta. Antes pelo contrário.
Durante toda a minha vida, sempre coloquei os outros, os que me rodearam, aqueles com que me relacionei nos mais variados campos, pessoal, profissional, de lazer, num patamar bem acima do meu.
A pior parte sempre foi para mim, o pior lugar sempre foi o que escolhi, sempre e desde sempre.

Esta é uma característica que me tem trazido alguns dissabores, mas também é certo e visto tratar-se de uma vida, alguns aspectos positivos.
Muitas vezes, os outros percebem isso, reconhecem e quando chegada a hora, recebo um ou outro sinal de que assim foi, do quanto também me consideram por isso.

Não o faço para ter reconhecimento, faço-o porque sou genuinamente assim, faço-o porque isso me traz uma boa sensação interior, que é das melhores que posso ter e que não sinto sem ser assim.
Se isto pode ser considerado algo pouco ético? Acredito que sim. Afinal, estou a fazer algo pela sensação boa que em mim provoca..

Há no entanto situações em que me sinto defraudada, porque há uma pequena minoria de pessoas, que esperava nunca me desiludir, de uma ou outra forma. E isso acontece. E isso magoa-me. De uma maneira que não é traduzível em palavras.

Prometi a mim mesma que este meu lugar, o meu blog, o meu eu, nunca será local para despejar sentimentos com os quais não me identifique, ou que não goste. Não permito que tal aconteça, porque este espaço é meu, totalmente meu e melhor, sou eu, nua e crua que aqui escrevo. Tem que ser algo que não me faça sofrer, porque para isso já me bastam tantas outras coisas…

É sabido que não estou bem, até os estranhos com que me cruzo nas escadas rolantes me olham nos olhos e isso percebem, mas aqui, aqui quero ser eu. Quero ser verdadeira, poder escrever o que me apetecer, mas não deixar contagens decrescentes com imagens de comprimidos e cujo título são pontos. Não quero. E não vou permitir que assim seja.

Que tenha forças para isso.
Bom dia, já agora.