De Hoje. Porque sim. Todos os dias.

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Da vida. Como ela é.

Há muitos anos, quando atravessava uma situação menos boa, um dia os meus pais levaram-me ao médico. Depois de dias a definhar acharam que algo tinha que ser feito.
No dia anterior a essa ida ao médico, que foi a uma segunda feira, portanto no domingo já eu tinha decidido e traçado o rumo da minha vida, já eu tinha seguido, feito o Click. Eles é que não sabiam e portanto, e em meu parecer muito bem, teria feito o mesmo, fizeram o que acharam que tinha que ser feito.

Nessa mesma segunda feira o meu pai comprou-me um livro. E entre lágrimas deu-mo, juntamente com palavras que sei de cor até hoje.
Nessa altura não era o que sou hoje. Muitos anos passaram, e muita vida vivi. Mas nesses dias percebi que nunca mais iria passar por nada semelhante, poderia até passar por algo similar, mas não mais permitiria ao meu eu, não lutar interiormente por mim como ali tinha acontecido.

Serviu-me de emenda. Nunca mais.

Hoje, passados tantos anos continuo a ter o meu pai, Graças a Deus, apenas não estou perto dele.

Não me pode dar um livro, não me pode dizer palavras que me fiquem gravadas para sempre. Porque palavras destas são ditas olhos nos olhos, mãos nas mãos, e só assim ficam.

Estou mais velha, mais madura, mais sábia, mais sofrida. Tenho passado muito e tenho-me superado sempre.

Porque dos fracos não reza a história e o que foi não volta a ser. Mesmo que muito se queira.

Cada dia é mais um dia. Desta dura jornada mas que é a minha, a que me estava traçada.
E aprendi nestes dias…que o que é meu sou apenas Eu e o meu Filho. Apenas e totalmente Eu e o meu Filho.

Que me perdoem mas agora tem que ser assim.
Que seja o dia que tiver que ser.
Que o meu menino espera-me. E o meu abraço tambem.

sus-tmaro