De como pesa a dor…

De mim, comigo.

Nestas andanças do blog, há algo que me causa, por vezes, alguma “espécie”…mas que é algo com que convivo bem..não me trazendo qualquer tipo de ansiedade e/ou desconforto.

Não sei quem me lê.

Sei a quem dei o endereço e é um número bastante reduzido de pessoas, aquelas que acho que por uma razão ou outra devem ler-me (a alma) e as palavras..mas tenho visitas de outros países, Estados Unidos por exemplo, onde não tenho qualquer conexão, nem sei como chegaram até mim.

Isto serve para pedir desculpa. Porque estive uns dias ausente e porque muitas vezes a minha ausência esta conotada com períodos menos positivos ou de debilidade…Pois bem que desta vez não é o caso.

Percebi há algum tempo, e agora constatei, que o acto de escrever, no meu caso, é um momento totalmente meu, de pura concentração, e de desabafo comigo própria. Percebi que não consigo escrever em qualquer lugar, rodeada de pessoas, nem consigo sequer que as minhas ideias se organizem.

Estive muito pouco tempo onde verdadeiramente sou feliz. Onde seria capaz de escrever não o livro da vida que já vivi, como romancear o da vida que sonho viver.

Estive muito pouco tempo onde me sinta totalmente eu e por isso foram poucas as oportunidades que tive de aqui vir..

Preciso de estar comigo! Para que tudo consiga sair, de forma sincera, verdadeira e honesta.
Este é o meu espaço. Aqui sou verdadeiramente eu.

Um novo ano começou.
Aqui estou eu. Posso parecer fraca, mas tenho garras de leão.
Boa Noite. Bom Ano.