Mãe.

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Hoje estava a olhar para a minha Mãe.
Apanhei-a distraída a dobrar umas roupitas, corpito mirrado e curvado com a bengala pousada ao lado…
Recordo sempre a minha Mãe com uma energia estonteante, com uma garra e uma genica extrema que esmoreceram à medida que os anos passaram…
Nunca foi de passar muito tempo em momentos melosos. Já a minha avó era assim e portanto de certa forma compreende-se que também ela assim seja…
Já eu sou diferente. Não com toda a gente, mas tenho a certeza que aqueles que sabem o quão importantes são para mim, sentem, porque tento transmitir-lhes isso sempre que os encontro.
É o poder das mãos. 
O meu maior poder.

Boa Noite.

P.S. Quando a minha mãe faz pão, em raras ocasiões faz estas delícias (na foto).
Massa de pão estendida, frita e polvilhada com açúcar.
O bom que é não se traduz em palavras.

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Do sol.

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Pelo menos o sol, veio.
Consegui fotografa-lo assim mal.
A fotografia não tem tido a atenção devida…

Todas.

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Todas as horas do dia.
Todos os dias do ano.

Passou o dia.
O meu dia. Aquele em que me lembro mais de mim, em que faço uma retrospectiva da minha vida, em que me vejo pequena, criança…e agora…
A espera. Esta longa espera.
À espera de uma gargalhada genuína,  à espera…

Passou o meu dia.

Vi todas as horas do dia.
Todos os dias do ano.