Desta paixão.

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A fotografia salvou-me.
Tornou-se não só na minha terapia, como no meu antídoto para todos os males..
Não tenho pretensões nenhumas com a fotografia, não espero que seja ela que me venha a sustentar, assim como espero nunca ter que fotografar tendo em conta apenas critérios que não apenas os do meu coração.

Eu não faço fotografias. Eu eternizo os meus instantes, aquilo que vejo, as emoções que passam para mim, os sorrisos ou olhares, as cores, as cumplicidades…
Tenho pavor só de pensar que um fotógrafo profissional tenha q disparar não sei quantos click’s só porque o contrato assim o obriga..
De certeza que nesses casos não lhe escorrem lágrimas como a mim me acontece…
Quantas vezes nestes últimos anos a câmera me serviu de escudo para as lágrimas?  Quantas? Não têm conta…especialmente com crianças a emocionarem-se, a cantar, a aplaudir e elogiar professores e a serem felizes no mundo encantado onde habitam…

Não sei de que fotografia gosto mais…na paisagem emociono-me pelo meu eu que vislumbra, que dá graças por assistir a tão belos momentos…
No retrato sou muito feliz, porque me transporto,  porque me revejo e porque moldo (um bocadinho) aquele momento ao que quero fixar…

Recebi hoje o primeiro email com o começo de temporada da fotografia.
Dia 23 de Outubro começo.  Este ano noutros moldes, que estipulei.
Orgulho-me que as crianças me conheçam pelo nome, me sorriam, me aceitem como alguém que lhes quer bem, de confiança.
E depois orgulho-me de as captar. Dos sorrisos, das várias fases..dos dentes que caíram , dos que nasceram..dos tules nas festas, das máscaras, dos penteados..

Tenho pessoas onde me inspiro.
Que nunca conseguirei igualar pela forma para lá de mágica como captam, mas que me inspiram a cada fotografia que deles vejo.

Não sei onde a fotografia me vai levar…
Sei que me trouxe tudo.
E que por isso lhe devo um profundo Obrigada!!

P.S. Da caminhada de ontem veio esta folha gigantesca, absolutamente brutal que captei com o telefone.🍁🍂🌾🌿

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