Dos raios que me aquecem. 

Já aqui referi o poder do sol em mim. Do quão duro foi ter que viver sem ele, ao ponto de “o ter que tomar” em comprimidos, da falta que sinto e de como passei a fotografar os poucos raios que me entravam numa tentativa vã de os perpetuar. 

Há locais onde o sol é quase certo. Todos os dias. Onde ainda antes de abrir os olhos já sei que se abrir a janela ele ali está como que a sorrir-me. 

Gosto de acreditar que me sorri. Gosto de acreditar que também ele sabe a falta que me fez e faz. Gosto de acreditar que quando nasce é para todos mas que nem todos o podem ver mas apenas sentir na ausência, todos as horas de todos os dias. 

Um dia cheio de sol para esse lado.             Um Abraço.                                                         **