Só nos sonhos. 

Há quem não sonhe. Há quem não se lembre do que sonhou. Há quem se lembre sempre do que sonhou. Há os que [em dadas alturas] buscam os sonhos que a vida teima em não realizar. Que se deitam. Que ferram os olhos, cerram os dentes e os maxilares, e ali no lugar longínquo onde os caçadores de sonhos são reais, os atiram, quais redes de pesca, e conseguem. Nesses sonhos nem se percebe que a realidade não é real. Pode durar um segundo. Só um segundo. Mas esse segundo foi o quanto basta para se esboçar um sorriso. 
Como se foi, regressa-se, de caçador de sonhos em punho. 

[Está um calor abrasador. Já me senti mal, já recuperei. Já dormi. E já acordei. O sonho foi apenas uma alavanca para o sorriso.]

Boa Tarde. 

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