Dos enganos. 

Esta Vida que está por detrás das redes sociais é tramada.. 
Parece que ali, somos sempre “leves e fofas” sempre em bom e em saúde, enérgicas, sem pingo de dias não.. 

Não se faz ideia de como a pessoa está no dia, no momento, no segundo. . Uma foto de perfil nada quer dizer, a partilha de a ou b conteúdos nada querem dizer.. Há uma distância enorme entre o que separa o Facebook da vida real, nomeadamente os sorrisos que pautam os feed de notícias. 

Nem tudo o que parece é, três pontinhos querem dizer tanta coisa e tantas outras citações que fazem um sentido do caraças. 

Tive ontem uma reunião de 3 horas, moderada por mim e regada a engasgos de tosse, espirros e lenços de papel gastos. Não me apercebi que ia perder a voz.. Mas perdi. Quase na totalidade. 
Para além dos sintomas já referidos, estou afonica sem saber quando voltarei a ter voz. Para o comum dos mortais que abre a minha página de Facebook, estou fresca como uma alface. Só que não. 

Um abraço para esse lado. 

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Last day. 

Último dia do mês. 

Pesadelos seguidos de tosse, espirros, ranho, dores no corpo e uma rouquidão que assusta.. Nem a mezinha com o Vick vaporub resultou.. 

Está bonito, está.. 

Bom dia para esse lado

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Dos dias “não”.. 

Estou em dia não. 

Não dormi bem, não estou de saúde, não estou a conseguir debelar isto com a medicação de casa, não me sinto capaz, tenho maus pressentimentos, e sofro por dentro e em silêncio. 

Se há dias em que ter sobrevivido me ajuda a seguir, noutros não chega.. 

Não consigo contabilizar quantas vezes acordei de noite, engasgada com a tosse, com umas dores medonhas no peito que me impediam de estar deitada, com dificuldades a respirar.. 

Não tenho capacidade para nada e ainda assim, não parei ainda hoje. Vou agora preparar uma reunião. 

Um Abraço para esse lado. 

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Do tempo [que me falta]. 

Eu sabia que tinha tempo a mais.. E ouvia as pessoas a dizerem que o tempo passava tão depressa e eu sempre a achar que passava tão devagar.. 

Lembro-me de olhar os pavios das velas e consultar para quantas horas duravam porque me pareciam durar uma eternidade.. 

Agora não tenho tempo. Esfumou-se. O meu telefone não pára de tocar e tinha-me esquecido quão curta é a bateria de um telefone carregado de chamadas… Uma correria entre supermercado, afazeres, chamadas, programas informáticos e sites que se consultam de minuto a minuto para analisar o ritmo do trabalho e a cadência das respostas via net.. Isso e reuniões, e de repente problemas no email e perceber que já estamos dependentes de tanta coisa. Sem o sabermos. E os computadores e tablets e cabos de rede, e routers para ligações Wi-Fi.. E depois pensamos que ainda há pouco tempo era a duração das velas o que se tinha para ver e fazer.. E a fotografia que nem consigo reproduzir a falta que me faz..Olho para a máquina e penso quando sairei para fotografar.. Quando será?! 

Boa Noite para esse lado. 

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