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Este era um bom livro para ler agora,se tivesse força, tempo, capacidade e conseguisse ler. 

São mil e uma coisas para arrumar, para organizar, depois duma viagem ainda nem recuperada. Não tenho jet lag porque não sofro disso [nas poucas viagens que faço] mas cada vez mais as viagens de avião são verdadeiros tormentos para mim. 

Há rotinas agora, que tenho que voltar a criar, honestamente e para ser sincera nem sei por onde começar, não sei porque divisão hei-de começar, sei que tal como lá, muita coisa vai levar novos rumos, os 40 deixam-me fazer uma série de coisas que tinha dificuldade em fazer, deitar fora as roupas dos 16 que ainda me servem e de que gosto, deitar papeis fora, e recordações de uma vida, porque tenho coisas desde pequena. Algumas não sou capaz. Mas essas não as deitarei fora NUNCA. 

Não me pode faltar a energia para os dias que se avizinham que vão ser de grande trabalho, mas por norma vou-me abaixo é depois de tudo feito e tratado. 

Gosto muito deste céu, do cheiro de Portugal, deste calor brutal, de sentir que aqui pertenço e é aqui que é o meu lugar, da experiência que me tornou mais forte e de como podemos ser um país pobrezinho mas somos tão bons [e nem o sabemos], somos polidos, educados, agradáveis, simpáticos e atenciosos. Temos o coração ao pé da boca, tanto partimos para a desgarrada como nos caem as lágrimas e ajudamos as pessoas que se nos atravessam na rua [sem elas terem que pedir]. Gosto da forma como somos, nunca a trocaria por nenhuma outra, muito menos por um país rico onde os transeuntes parecem manequins vivos, muito bem vestidos, bonitos e maquilhados, mas rudes, tão rudes, tão pouco educados, onde as casas são de topo, e os carros na vanguarda da modernidade, onde se têm barcos como cá nós temos bicicletas, e onde falta ainda tanta coisa, mas eles [tal como nós] também [ainda] não o sabem.. 

Aqui é o meu lugar. 

Boa Tarde, Especiais. 

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