Das minhas raízes. 

Ligar a televisão, esse fantástico ritual, e dar de caras com a Igreja onde fui baptizada..Com o Presidente que por acaso é meu amigo, de 76 como eu, colega dos tempos de escola. Um programa em directo desde a terra que me viu nascer, aonde também pertenço [e tanto]. Saber que a mãe tb está a ver, e não conseguir desgrudar porque é tanto de mim o que ali aparece.. 

A Feira do Monte era o grande acontecimento do ano na vila, era a única festa praticamente aonde ía durante o ano.. Tem muita importância para mim por todas estas razões e mais algumas. 

Das coisas que nos tocam. 

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Portugal tem. 

Ontem fui a um concerto. A possibilidade que o meu País me dá, também é esta, a de poder assistir a espectáculos e perceber o que se diz, é ler uma revista, é gostar de todas as comidas sem precisar de saber que ingredientes levam, é poder ter de novo a sensação de pertença que dinheiro nenhum compra e que não se sente [ou pelo menos eu nunca senti] em nenhum outro local. 

Temos música, agora desta nova geração, que me agrada. Depois de ter passado o dia quase todo a arrumar, valeu a pena, nem que fosse pelo jogo de luz, pela paisagem e pelas fotos que tirei.

Irei trazer aqui umas fotos daquilo que vi. 

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Do acordar. 

Costuma acontecer-me sempre isto repetidamente. Em momentos de maior stress, de maior agitação, de mudanças, o meu sistema imunitário [depois de tudo, ou quase, tratado] vai-se abaixo. 

Acordei com dores de garganta, estou com uma infeccaozita chata [daquelas que não matam mas moem], mas ainda com ganas de tudo arrumar e organizar.. 

Tenho enchido [e não se precisar o número] sacos de roupa do pequeno para dar.. Ontem comecei também no meu armário, tinha calças, camisas, guardadas há mais de 20 anos, sendo que muitas delas, obviamente, não me servem.. O meu peso pode manter-se inalterável há 10 anos, mas o meu corpo mudou. 

Comecei ontem no meu armário. Estou feliz com o facto de me desfazer das coisas sem me ficar a doer. . As calças da primeira entrevista quando acabei o curso, e tantas outras que usei vezes sem conta quando comecei a trabalhar em 99. Calças vincadas e tantas de ganga, e tantas que adorava.. Anteriormente era uma dor gigantesca desfazer-me das coisas [por isso continuavam aqui] porque a elas estavam associadas memórias, vivências e tinha dificuldade em me separar disso. Ainda não estando num patamar normal [posso ser catalogada de acumuladora ainda] os 40 anos estão a dar-me essa possibilidade. A de doar, deitar fora, desfazer de [papéis, roupas, sapatos, etc]. 

Começo o pequeno almoço com uma combinação deliciosa que não posso comer, iogurte natural açucarado com corn flakes e nozes; só não sei quanto tempo demorará a fazer efeito mas sei que fará. 

[Estou com dores de garganta e faz tanto calor lá fora].

Bom Domingo. 

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