De quando. 

De quando achamos que vamos “dar o pifarol” [sempre ouvi isto desde pequena, pode existir só no Alentejo]. 

De quando achamos que não vamos conseguir, mas depois até conseguimos. e isso se refira a tratar de caixotes, de separar roupas para doar, de enfrentar infecções e ser mais forte do que elas, não as deixando instalar-se, tratar de livros e escrever mais de 100 etiquetas para colocar no material, em todos os lápis de todos os tipos, os de cor, os de cera, as canetas indeléveis [vinha assim mesmo na lista], o afia com depósito, a borracha e os lápis 2 hb de grafite macia.. Era tão extensa a lista de material que eu parecia uma doidinha, dos cadernos agrafados pautados à flauta e ao avental.. 

De como os dias deviam ser forrados a 24 horas por dentro e 24 por fora para dar tempo para fazer tudo o que temos em mente.. 

De como não demorou nada entre o ter todo o tempo do mundo e não ter tempo nenhum para este pequenogrande mundo que é o meu.. E em como isso me angustia. 

De como a vida é mesmo um ciclo.. E já diziam “o teu tempo há-de chegar”  e “Deus escreve direito por linhas tortas”…

Boa Noite para esse lado. 

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Do alto stress. 

Eu não sou pessoa de me ir abaixo por dá cá aquela palha. Quando estou em alturas de grande ansiedade [e estes períodos de mudança são próprios disso mesmo], tenho uma força de cão. Faço das tripas coração mas tudo resolvo. 
Ontem foi um dia especialmente complicado para mim. Tenho que admitir que tudo o que envolva o meu filho, o seu bem estar, a sua estabilidade, mexe [muito] comigo. 

Ontem foi a apresentação na escola. E foi duro. Muito duro. Para ele. Para mim. E para mim, por ele. Não consigo estar serena, estabilizada, até que o sinta bem. Nem ele consegue estar a fingir comigo. Porque é parte de mim. E o que eu sinto, ele sente. E o que ele sente, eu sinto. 

[Juro que não quero que a estabilidade dele seja afectada. Um segundo que seja].  

Boa Tarde para esse lado. Desculpem a minha ausência. Recordo este meu canto a cada instante, mas às vezes falta-me a força. Acreditem.

P.S. Este foi o meu almoço. Foi quanto baste. 
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