Dos lemas. 

Eu assumo que possa, por vezes, ser uma pessoa complicada. Tenho perfeita consciência de que sou exigente com quem gosto, com aqueles com que verdadeiramente me preocupo [e são poucos, assumo tb]. 

Não gosto de uma série de coisas e não tenho pudor em assumi-lo. Não gosto que me chamem tola, que não me tratem pelo nome, que façam de mim gato sapato, que se aproveitem da minha generosidade, da minha bondade. 

Nunca me passaria pela cabeça preocupar verdadeiramente quem comigo se preocupa!! Não sou de deixar coisas pela metade, mensagens inebriantes, com propósitos que não chegam a terceiros. Tenho uma forma muito dura, violenta, e até dolorosa de lidar com a preocupação relativa a esse número tão limitado de pessoas com quem me preocupo. Penso[pensava] ser muito claro para os outros que há em mim um descontrolo quando estou preocupada. Que fico bloqueada, com sintomas físicos, com reaccoes que muito seguramente [tenho disso a certeza] os outros não têm. E atenção que aqui não critico quem reage de forma normal, critico-me a mim por não conseguir reagir normalmente, com tantos dissabores que isso me traz. 

Já diz o ditado que “comportamento gera comportamento”  e eu acho que é totalmente verdade.. Não sou pessoa de desistir facilmente mas quando a minha voz me diz “pára”  eu sigo as indicações. Na hora. Sem olhar para trás e sem pestanejar. 

Costumo ser muito tolerante, paciente, mas os 40 tb me trouxeram a capacidade de reflectir, distanciada. 

Não haver consciência de preocupar quem de nós gosta, e/ou fazendo-o deliberadamente, é algo, na minha opinião, muito duro. 

A semana está a começar.. 

Bom Dia. 

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