Das injustiças. 

Ando há que tempos para aqui falar dum assunto que me tem incomodado sobremaneira… 

Estas mortes que aconteceram no curso de comandos, com todas as novidades que tem agora vindo a lume, é algo que não consigo engolir bem.. 

Como é que jovens são mortos [e este é claramente o termo, são mortos!!] dentro de um curso de comandos, levado a cabo pelo Exército que é nada mais nada menos que uma das principais instituições que deve prezar valores como a justiça, como a igualdade, como a segurança, como a seriedade, o respeito pelo outro?!?! 

ESTOU incrédula. Acredito que há más pessoas [daquelas que nunca deveriam ter nascido] em todos os quadrantes. Um superior que manda alguém comer terra quando este já está com convulsões, que se recusa a dar água aos seus com temperaturas exteriores de 40 graus, é um ser menor que não merece aqui andar.. Que espero muito bem tenha o destino que uma pessoa assim deve ter.. Mesmo que nada lhe aconteça, que nunca mais na vida tenha um minuto de descanso, um minuto de paz, que a consciência não lhe permita viver em serenidade, que a consciência não lhe permita levar uma vida que mereça ser vivida. 
Todos os dias num trajecto que faço quase diariamente, passo pela terra de outro jovem que há 15 dias perdeu a vida [porque lha tiraram]. 18 anos cheios de sonhos e uma ida à festa da Vila [da minha Vila]. Uma cerveja entornada sem querer para cima de uma sonsa [que não gostou e se queixou ao namorado].. Um guarda prisional, 37 anos, com um grupo de amigos.. E eis que desata ao soco e ao pontapé.. De tal ordem que o jovem, o tal dos 18 anos cheios de sonhos, morre nessa noite. Na cama,após 2 fortes suspiros ouvidos pela mãe. 

Caramba, eu sou Mãe. Só tenho este filho. Que é o que me dá força para tudo. 
Não posso crer que haja alguém que se ache no direito de acabar com a vida de outrem. Por uma cerveja entornada, por se achar superior. Estou indignada, incrédula, sem saber o que pensar.. 
Lembro-me todos os dias do miúdo porque faço a estrada que ele fez na última noite onde um guarda prisional lhe acabou com os sonhos de fotografar. 

Caramba, pá. Como é possível?!?! 

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