Da perseverança. 

Há todo um processo bastante complexo na gestão de recursos humanos. Gerir pessoas, é muito (muito mais) complicado que analisar mapas, dados, plataformas ou folhas de Excel. 

Eu tenho olho clínico para as pessoas. Trabalho nisto há muitos anos e ainda nem as provas estão dadas, já as minhas desconfianças me lançam em alerta.. E raramente me engano quando as tenho.. 

Sou muito exigente com quem trabalho. Sou exigente com os outros, mas tb comigo. E topo quando as coisas não estão a correr de feição. Folgo em saber que os tempos em que estive parada não me pararam os reflexos, as competências e as intuições. 

Nem toda a gente tem perfil para andar no terreno. Há pessoas que não tem queda para falar com pessoas, para “entrarem” bem em contactos fugazes que se revelem produtivos ao nível da estatística, pessoas de nariz empinado não servem para isto. 

E narizes empinados são muito fáceis de topar.. 

Operações destas no terreno não podem falhar. Tenho muito poucos dias e percebi hoje que ou mandava uma pessoa embora ou a encostava à parede para que assumisse o que eu já sabia: que não era capaz. Lá finalmente me confirmou. O que eu sabia. 

Alterações destas a meio do campeonato dão muito trabalho. Alterações na equipa e dores de cabeça para mim.. Fico com o rótulo de má da fita, mas comigo funciona assim, que eu a trabalhar sou feita de aço daquele que não enferruja e é muito duro de roer. 

Toda uma dor de cabeça que se avizinha e me mói.. 

Boa Tarde, Especiais. 

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