Bom dia, chuva. 

Dia de chuva, dia cinzento, dia triste. Se estivesse lá longe já estaria com neve pelos joelhos, assim só tenho chuva e só ontem vesti um casaco pela primeira vez. 

Se tivesse que fazer um balanço deste tempo diria que ainda não fiz metade do que me faz feliz. O trabalho foi o foco. A escola do pequeno, a agitação de um dia a dia de que sentia muita falta mas que me deixa pouco tempo [nenhum]  para o que mais gosto. O dinheiro significa pouco na minha vida, mas não gosto quando não recebo o equivalente ao que dou. E tenho dado muito, bastante. 

Há dias em que me sinto muito em baixo, como já me sentia, e como provavelmente me sentirei no futuro. Sou assim mesmo, e isso é parte do meu eu. Detesto passar por isto. Sofro porque me dou aos outros e o que recebo é pouco. Esta falta constante, este doer de alma, mata-me.

Bom dia para esse lado. 

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