Da força das raízes. 

Aos poucos retomo algumas rotinas.. que estive muito tempo sem ter, porque assim foi o rumo que a vida seguiu.. 
Ir a feiras é algo que eu gosto. Posso não trazer nada, posso não comprar nada, mas é algo que me relaxa, onde passo um bocado descontraída, tirando outras coisas da cabeça.. No fundo eu percebo perfeitamente a filosofia das feiras.. É quase a mesma que a da praia.. Todos podemos ir, uns aproveitam de uma forma outros de outra mas é algo livre, onde podemos ir sem lugar a qualquer pagamento… e nos faz feliz. 

Em cada feira vejo os meus pais.. Numa pessoa ou noutra lá estão eles, a mesma calma na escolha do bacalhau, a mesma prova no senhor dos queijos, a mesma demora na selecção das árvores de fruto, o mesmo som e cheiro dos pintos dentro das gaiolas e enfiados em caixas de cartão furadas.. Há toda uma mística que só há ali.. Não há em nenhum outro lugar.. Por uma vez ou outra se vejo uma criança tb me revejo a mim, na compra detalhada das minhas sandálias estilo inglês ou mais tarde das botas para o Inverno.. Na escolha dos tecidos com a minha Mãe para a próxima saia peitilho que tanto usava, ou as collants opacas ou camisolas interiores.. Foi com os meus pais que aprendi a gostar de pechinchas, daquelas certezas absolutas de negócios hilariantes.. Ainda hoje encontro sempre coisas fantásticas onde pessoas se queixam de “só ver porcaria”.. 

Isto, de facto, há coisas que nos marcam. Para Sempre. 

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P.S O momento alto destas fotos com castelo por trás, ainda foi este abraço de duas amigas, que só agora vi a compilar a colagem. Que maravilha. 

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