Tears on me. 

Comecei a ler este livro há bocadinho.. Entre uma net que não funciona ao ritmo que é normal e entre a pressão das horas que sempre sinto no tempo de ir embora (e falta pouco), comecei a ler para me entreter…

Absorta na leitura como sempre fico, senti a mão da minha mãe no meu cabelo.. Olhava-me como se olham as pessoas que se amam.. Os olhos marejados de lágrimas, que no mesmo instante me fizeram de imediato chorar…olhei-a como se olham as pessoas de quem somos cúmplices, as pessoas que nos conhecem no íntimo mais profundo daquilo que sentimos.. Ela sabe. E sabe que eu sei que ela sabe. Disfarçou dizendo que gosta do meu cabelo.. 

José Luís Peixoto é o meu escritor português contemporâneo favorito. Escreve como eu gostaria de escrever. Escreve Alentejo em cada parágrafo rabiscado, e emociona-me sempre. Não tanto como aquela festa no cabelo que a minha mãe me fez.. 
[Começou a chover agora. Há um barulho forte de chuva nos canteiros e nos garrafões que aparam a água que cai dos céus.Tenho um coração pequenino que vai adormecer ao som da água a cair nos garrafões da água do Luso que estão colocados ao redor das paredes.. (porque a água que cai do céu é milagrosa e não pode ser desperdiçada)].

Boa Noite. 

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