Pois. 

Páscoa. Bolos. Amêndoas. Abusos. 

E é isto. 

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Do que me falta. 

Há muita coisa que me falta, muitas pessoas que me faltam, muitas coisas que não vivi [e gostaria de ter vivido], muitos momentos que ficaram retidos.. 

Nestes dias somos confrontados com tudo nas redes sociais, das pessoas que “espetam” tudo das suas vidas, do sítio para onde viajaram, ao que comeram.. Interrogo-me [tendo quase a certeza que sim] se algumas figuras públicas tem viagens oferecidas a troco de publicações nas redes sociais, dos looks ao que se visitou, ao que se comeu, numa corrida desenfreada que já ninguém quer saber ou ver.. São dezenas de publicações cujo propósito desconheço. E isto acontece também com alguns amigos comuns [publicam apenas quando viajam, como se lhes fosse muito mais bonito e épico partilhar a viagem que fazem à capital xpto, do que a torrada que comem de manhã, ou o canteiro onde tropeçam no caminho para o trabalho].. 

A mim não me faltam as viagens, nem sequer me falta conhecer o que não conheço, ou rever o que já não me lembro, faltam-me sim as pessoas. Que são insubstituíveis [quem disser o contrário mente] e que me faltam todas as horas de todos os dias.. Nestes dias em que [tantas vezes] o material se sobrepõe ao mais importante, é crucial pensar nisso. Nas pessoas. Apenas e só. 

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Cair na real. 

Há muitos momentos em que caio na real. Em que percebo que nada me adianta sonhar porque há uma série de coisas que jamais estarão ao meu alcance.. 

Sou uma sonhadora nata, se muitas vezes esta capacidade de sonhar me abre horizontes, noutras apenas me abre o universo real.. Apenas me mostra aquilo que finjo não ver por vezes, apenas me mostra o caminho. 

Por vezes tb é preciso cair na real.. Não vale a pena remar sozinho. Não vale mesmo. 

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