April last one. 

Último dia do mês. 

Amanhã arranca um novo. Amanhã é tempo de regresso.. 

Custa-me sempre o regresso. Nunca estou preparada para ele, porque o vir é sempre algo que faço muito pouco na proporção que gostaria.. Aqui também chove, também faz uma ventania desgraçada, mas parece que tudo aqui é mais bonito, mais puro, mais genuíno. Adoro isto com todas as minhas forças. É aqui que sou mais Eu. Adoro esta terra. Felizes aqueles que a conhecem também. 

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Do ler. 

Alentejo sempre foi sinónimo de biblioteca. Sempre fui uma “consumidora” nata de bibliotecas.. Comecei pela itinerante, a que vinha uma vez por mês à aldeia; consigo, fechando os olhos, sentir o cheiro da biblioteca, dos livros, a magia que vivia naqueles dias, a alegria que sentia.. 

Ontem foi dia de renovar os livros, novo carregamento.. Ler é viver numa outra dimensão, é sonhar, é viver os personagens como se aqui estivessem.. 

Já comecei. Trago aqui [segundo as sugestões] verdadeiras “masterpieces”.. 

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Home. 


Vir ao Alentejo, é respirar casa. É viver a infância de novo. É [quase] tudo estar da mesma forma, igual, sem tirar nem por.. 
É entrar no meu quarto e reviver a pequena que ali habitou.. É ter ainda tantas fotos espalhadas, é estar nos cantos onde estudava e onde fazia birras, é o chão da casa ser o mesmo, e os estores tb, ainda que gastos da idade. É ver molduras minhas espalhadas, e encontrar cadernos meus com letras de várias idades.. É um parar de tempo que reconforta mas ao mesmo tempo me avisa de que a minha idade está a passar.. A um ritmo fugaz. 

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Raining. 

E [quando tudo já fazia prever] o dia está cinzento, a chuva está instalada, o vento sopra com força.. É Inverno autêntico no último dia do mês.. [Ando há três dias a esconder uma dor de cabeça latejante, que disfarço com medicamentos mas que está aqui em permanência..]

Está de chuva mas estão aqui os velhotes. Há pão caseiro para o almoço que o forno a lenha já está ligado. 

Bom dia. 

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