Time to rest. 

**

Advertisements

Quando mexe com.. 

Quando mexe com dinheiro, a coisa pia mais fino.. 
Sigo uma série de blogs. De profissionais da área da comunicação, de antigos colegas de faculdade, blogs que gosto por uma ou ou outra razão, ou porque me identifico com a forma despreocupada e natural como escrevem, ou pela cadência com que sei que o fazem [se se fica mais de 4 dias sem aparecer, está tudo perdido] ou porque gosto dos conteúdos, ou simplesmente porque sim. 

Se pressinto que aquilo começa a meter dinheiro por trás, dou meia volta e estou uma série de tempo sem lá ir.. Essa é a razão porque hoje saíram umas quantas dezenas de artigos [em blogs que sigo] sobre o shopping Amoreiras.. Porque o dinheiro move muita coisa e se não for na sua versão real, em modo notas, um cartão presente com umas dezenas de euros para gostar nas lojas dá um jeitaço do caraças.. 

Percebo que isto possa existir, mas não gosto. Cheira-me a falso, até me cheira a inventado, criado.. E isso faz-me confusão.. De repente toda a gente fala das Amoreiras como sendo xpto. Como se não soubéssemos todos que para além de não ter tantas lojas quanto isso, fica numa zona da cidade de Lisboa catastrófica em termos de trânsito, tem o Pão de Açúcar mais caro de Portugal, o estacionamento idem, tem uma restauração fraca, e só ainda não morreu porque alguém pôs mãos naquilo… 

Trabalhei numa das torres das Amoreiras há quase vinte anos. Em 1999. Já na altura não achava aquilo nada de especial.. Espanta-me por isso que à luz de um pagamento por baixo da mesa, [hoje] o Amoreiras seja excepcional para não sei quantos bloggers.. 

E isto leva-me, mais uma vez, a repensar o meu blog.. Porque este é um blog muito diferente [ou se calhar muito igual] aos milhares que por aí existem.. Que não batalham por visitas, que não recebem cachet, mas onde se escreve realmente o que nos vem das entranhas.. Porque eu não quero partilhar em lado nenhum o que partilho aqui. Nem os meus sentimentos, nem as minhas tristezas, nem as minhas fraquezas, nem tão pouco as minhas opiniões.. Não quero, não o vou fazer. E se hoje me convidassem a dar a conhecer o meu blog, em troca de visitas, parcerias, whatever, eu não quereria.. Juro que não. 

Gosto de escrever sobre o que me apetece. Sem pressões, sem medos, sem constrangimentos. Sou nua e crua com tudo aquilo que sinto, com os altos e baixos, com as confianças, os medos e inseguranças que fazem parte de mim. 

Tudo o que é feito por dinheiro, não pode ser feito da mesma forma.. Há algo muito puro quando somos o que somos, quando escrevemos o que somos e o que sentimos, a troco de nada [que para nós é tudo]. É assim em tudo na vida. 

**

Do alimentar a alma [mais que o corpo].  

Há certas alturas em que comer é fundamental. Pode não ser muito, mas tem que ser. De preferência saudável, equilibrado e que saiba bem. Porque há momentos em que até o palato se altera [a mim acontece-me..] e se não for com cor e [algum sabor] não vou lá.. 

Queijo de cabra fresco, polvilhado com mistura de sementes, um abacate e croutons. Meia papaia pequena e um figo da Índia que comprei [qual droga desejada, tal o preço] mas que não sabia a nada..

Isto [e leitura] vão ter que me dar força. 

**

Down. 

Eu sei, porque me conheço muitíssimo bem, quando vou ser capaz ou não.. E hoje sabia que não ía ser capaz. Sabia-o, de antemão. Há questões básicas que têm que estar reunidas, para que eu consiga estar, trabalhar, produzir, realizar, concretizar. E sabia que essas questões não estavam reunidas.. 

Há alturas tramadas. Há alturas tramadas que colidem com outras situações tramadas. E nem todos os dias são iguais.. Hoje é um dia em que preciso obrigar-me a comer, a beber líquidos, a recuperar.. Não posso não comer em condições hoje, não posso mesmo.. Ainda assim fui trabalhar e consegui algo [que para mim me soube muito a pouco, por me saber capaz de muito mais].. 

A fraqueza, as temperaturas altas ditaram o meu regresso. Já estou em casa. E vou tratar de me alimentar [e bem]. 

[Este rosa, esta cor, já foram propositadas, para trazer a energia que [já não] tinha]. 
Boa Tarde. 

**