De quando se morre.. 

Não fui capaz de ir trabalhar.. [mas tenho mesmo que ir!!].. 
O meu companheiro já não está aqui. Uma presença diária, constante, que sempre iluminava os meus dias.. O seu companheiro deambula sorumbático na sua busca. Incessantemente. Está sozinho. Vem acima, vai abaixo.. E eu também. Olho. A todo o redor em sua busca e ele já não está. Ainda parece que foi ontem que tinha uma energia inesgotável, contagiante, que me recebia, diariamente, como alento, em todas as horas dos dias.

Não fui capaz de ir trabalhar porque a angústia de ter que aceitar mais uma morte é algo que me paralisa.. Não estava preparada para isto. Acho que nunca estamos.. 

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