Das cenas [mesmo] tristes. 

Eu sou pessoa que gosta de dar a sua opinião, que gosta de ver para poder comentar, que gosta de falar com pessoas para saber o que elas pensam disto e daquilo.

(Assumo que tenho andado muito sozinha. Que este trabalho solitário pode ser muito vantajoso e aliciante num aspecto, mas tem a vertente muito solitária que não o classifica como tchanam, e que me impede para diálogos acima do vaiquerernumerodecontribuinte.. )

Parece que anda aí a circular um vídeo de uma rapariga que aparentemente teve o azar de beber demais e fazer coisas com malta com menos trembelho a ver.. E pior a filmar. Eu ainda não vi confesso. Porque sou mulher e porque gosto pouco de ver mulheres em posições menos confortáveis, porque me consigo colocar no lugar do outro.

Não leio metade dos comentários porque sei [por experiência própria] que há pessoas que se escudam nos comentários da era digital para serem parvas. Simplesmente parvas. E isso acontece – me com alguma frequência. Imaginem o que é ler comentários destes sobre um caso destes. Há no entanto alguns blogs que acompanho por me identificar [recorrentemente] com as opiniões de quem lá escreve. Homens e mulheres. E já li em vários que a rapariga não mostra em momento algum do vídeo estar a ser coagida, pelo contrário. Li hoje de manhã num jornal nacional que a vítima já foi identificada e não quis apresentar queixa.

Como vos disse, ainda não vi. Mas uma coisa posso dizer, mal de mim, se os valores que os pais incutem aos filhos, não sejam claros, e que desde a mais tenra idade não se perceba o que está certo e errado. Há coisas muito tristes e meus amigos, expor o outro, gozar com o outro, é das piores coisas.

Vou ver o vídeo. Não por ser do Correio da Manhã, que acho exagerado por vezes, mas porque gosto de ver, para poder [ainda mais] deixar clara a minha posição sobre este assunto.

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