Da solidão. 

Foi com uma tristeza imensa, com solidariedade, compaixão até , que vi excertos do Sexta às 9 de hoje com uma entrevista a uma das vítimas desse jogo ingrato, estúpido e maléfico de nome Baleia Azul.. 

Uma adolescente, de 18 anos, que dá a cara por esta causa. Que se mostra nua e crua, nas suas fragilidades.. Que tão frágil, assume que se sente sozinha e que por isso entrou nisto, que pede para os pais darem atenção, carinho às suas crianças, aos seus adolescentes.. Um olhar triste e perdido numa voz embargada e sonolenta que tenta a sua recuperação.. Impressionou-me muito.. 

Resolvi, após ver isto, sair. Não estou bem, não ando bem e honestamente tenho muito medo que ninguém se aperceba disso.. 

Fui por aí, com o telemóvel,  passar tempo a fotografar.. Fui parar ao Canoe World Sprint Cup.. No final, depois de ter estado sozinha muito tempo, encontrei uma amiga que não via há uns 10 anos ou mais e falámos como se não houvesse amanhã.. Eu preciso fazer isto, preciso sair, preciso não me fechar, preciso conviver, preciso desabafar, chorar se preciso for, inspirar, correr, respirar..Mas tudo lá fora. O “dentro” mata-me.

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[Ficam alguns registos]

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Starting. Slowly. 

Há dias em que o ritmo se faz tipo tartaruga.. Devagar, devagarinho.. Tenho muito trabalho para organizar e concluir mas tenho umas dores na lombar que, das duas uma, ou desaparecem se me lançar ao exercício, ou não tenho a mínima hipótese e vejo logo mal comece.. Estou em baixo, dói-me a cabeça, estou esquisita, e tenho lágrimas para deitar que não conseguem sair e me estão a sufocar.. 

Tenho que contrariar estar assim. Tenho mesmo.

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Friday. 

E do nada chega a sexta feira.. 

Tempo para apaziguar, fazer exercício, respirar fundo.. Está sol, e a vida está lá fora. 

Bom dia para esse lado. 

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