Silly Season. 

Acho que estamos na Silly Season. Só que não. 

Não está tempo de Verão, nem estou de férias, nem sequer ando de manga curta. Ando por períodos muito curtos com roupas de Verão. Ando com cor para perceber que estamos no mês da usar. Se não usar cor agora quando usarei?! E o frio que se apanha?! 

[Precisava de casa. Nem que fosse por meras horas, mas juro que precisava. Sei que também lá faz vento, mas juro mesmo que preciso de sangue do meu sangue.. Às vezes olho ao redor e não entendo esta vida. Juro que não].  

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Da recuperação. 

Que a saúde é o mais importante já todos sabíamos.. Que sem saúde nada mais interessa também.. Estive mal, mas estou melhor.. Passei horrores e isto parece ser um “modus vivendi”  recorrente tal a quantidade de vezes que tenho sido acometida por problemas.. Estive 3 anos fora e mal ou bem fui-me aguentando, tive sempre mais dores de alma do que de corpo, e poucas vezes fui ao médico.. Desde que regressei, desde Novembro, que tem sido uma constante.. 

Isto faz-me pensar, faz-me relativizar tudo, até as chatices do dia a dia.. Deixei praticamente de fotografar [das coisas que mais prazer me dá] porque as dores venceram sempre, faço exercício quando elas me deixam, e tento cumprir o meu trabalho seja em que circunstâncias for. Ontem voltei a reviver o prazer de fotografar sozinha.. Andei durante uma hora e meia a fotografar sozinha, como nos velhos tempos do país distante. A fotografia urbana tem pessoas à volta e é diferente, pessoalmente gosto mais da quietude da paisagem natural isolada, mas foi o que consegui. Formatei um cartão depois de passar milhares de fotos e fui tirando, tentativa após tentativa de conseguir o meu melhor. 

Dizer que adoro fotografar é pouco. Fotografar salvou-me. Isso e a motivação vinda de alguns lados. Essa é que é essa. 

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