Boa Noite. 

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Having a “teen” at home.. 

É um desafio enorme criar um adolescente nos tempos que correm.. É um desafio criar um filho seja em que época for, mas nos dias de hoje com as milhentas formas de chamar a atenção adolescentes e afins, torna-se um desafio ainda maior.. 
O meu filho ainda nem 10 anos tem.. E, a cada dia, percebo que a minha atenção tem que ser reforçada.. Porque ele já não é mais o menino que quer brincar com carrinhos e que os peluches que tanto adorava só lhes pega à hora da deita, como se o escuro ainda fosse o universo onde são necessários aliados, se possível fofinhos, para o defender em caso de tragédia.. 

Se fosse possível, o meu filho estava 35 horas das 24 diárias na Internet; salta do computador, para o portátil, do portátil para o telefone e assim sucessivamente. Vê vídeos no YouTube sobre Minecraft e joga o mesmo jogo em rede. Como escreve inglês, joga e comunica com “amigos” da Indonesia, da Australia, dos Estados Unidos e pensa que os países estão todos à distância de uma pequena viagem. O mundo para ele é pequeno e não tem horizontes nem fronteiras… 

Há bocadinho perguntava-me com o seu ar inocente, “Mãe, o que é pôrnô?!” Alguém, achava ele uma rapariga, no jogo, ter-lhe-ia dito que gostava de ver isso.. Passada a explicação directa e sem ronhonhós do que é o porno, tive com ele uma conversa.. E percebi que ainda fica assustado com estas coisas, embora aprecie ver uma adolescente na piscina com peito, diz ele que é muito mais sexy do que se for lisa [medo é o que me ocorre pensar acerca disto, como se lembrou, onde foi buscar estas coisas].. 

Esteve portanto um bocadinho a ver desenhos animados [a princesa Sofia] e foi tranquilamente que o fez.. Há uma candura ainda, que se nota nestas pequenas coisas e que me encanta.. Inocência pura.. 

Não quero imaginar o que seja ter um/a adolescente com 12,13,14 anos..Ha-de ser um enorme desafio.. Nos dias que correm são precisos mil olhos.. Porque é tão mais tranquilizador saber que estão abraçados ao peluche favorito a sonhar com fantasia, mas ao mesmo tempo é tão estimulante ver como se tornam cada e cada vez mais, independentes.. 
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Time to training. 

Muito longe dos meus tempos. A verdade é que pouco tenho feito e nem é por falta de tempo mas por falta de motivação e por não me sentir bem fisicamente, sem energia, ainda a recuperar .. Mas hoje achei que a bem das dores abdominais e de costas que me têm incomodado tinha que me mexer qualquer coisa. Fiz pouco que eu sei, mas fiz o que consegui. [Estou muito melhor das dores abdominais, mas faz hoje um mês da cólica renal, e ainda não estou 100%].

Quero correr lá fora mas honestamente não sei se serei capaz.. 

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HOM.. 

Fui a uma festa de aniversário de uma criança e olhem a parte do bolo que me calhou e me foi entregue.. 

[This is not coincidences.]

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Verão. 

Há muitos anos que não passo sem estar nos primeiros dias de Agosto na minha casa, no meu canto, no meu sossego. Não me lembro [a não ser um ano ou dois] em que por razões profissionais não me foi autorizado férias em Agosto e por isso não estive lá. 
Ando em modo zombie.. Estou de férias e não estou.. Tento aproveitar aquilo que acabo por nada aproveitar.. Faço por que o pequeno sinta que são férias, deixo-o jogar no computador, faço as comidas que gosta, faz uma ficha com a periodicidade que a sua vontade consegue, e tento com que leia [que é algo, já percebi, que não podemos obrigar, e que depende dos miúdos].. 

Nem sempre o que nos acontece é a soma das nossas vontades.. Tantas e tantas vezes não é.. É apenas o resultado do que tem que ser, do que se nos vai aparecendo.. Chateia-me muito que [tantas vezes] o dinheiro seja o móbil desta Vida. E chateia-me ainda mais a situação precária a que me vejo vetada, com salários precários e pouca autonomia para fazer uma série de coisas. E chateia-me que assim seja, mas percebo que nada acontece por acaso e se assim é por alguma razão é. Já não choro [tanto], só quando as memórias me apertam o alto do pescoço e me sufocam, fazendo sair gotas pelos olhos e torcendo o meu sorriso para baixo.. Às vezes, e não há hora nem momento para isso, estou bem e do nada começo a chorar, basta uma lembrança, basta pensar, basta recordar.. Penso que isto pode acontecer com todos, embora muito poucos o consigam confessar. Eu não tenho problemas em assumir, porque já me habituei a esta minha estranha forma de ser.. 

Hoje é dia 7 de Agosto e não estou no Alentejo. Diz que é Verão, que há pessoas de férias e que há rotinas de férias que muitos já cumprem. Ontem comi figos de figueira e percebi que figos têm que ter os meus pais por perto. São associações que se fazem e quer se queira quer não, é impossível alterar. Figos têm que ter o sorriso do meu pai, a gargalhada da minha mãe, o cheiro do quintal deles, e eu a enxotar as melgas debaixo da figueira. Sem isso são apenas uma fruta como outra qualquer.. É como os figos da Índia que tenho comprado ao longo da vida.. Não sabem a nada.. Os figos da Índia da minha mãe, trazem as mãos dela carregadinhas de artroses, têm o amor que deposita em cada taça que me traz ao romper de cada manhã.. Isso não tem preço, nem se vende em supermercado.. 
A nossa vida nem sempre é a soma das nossas vontades. Essa é uma grande verdade. 

Bom dia, Especiais. 

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