Ainda do terror. 

Nunca mais vamos ser os mesmos perante um incêndio, depois da tragédia de Pedrogão Grande..

Ontem, depois de vivermos momentos de pânico, sem saber como reagir, sem saber para onde era melhor ir, se era preciso fugir.. percebemos de imediato, que hoje, em caso de incêndio, a primeira atitude a tomar é fechar a estrada. Estivemos isolados com todas as estradas de acesso cortadas, e isto incluía todas as autoestradas adjacentes e as estradas próximas de ligação.. Quer cause transtorno ou não, quer se trate de uma via importante como a A1, não interessa se está fechada uma, duas ou 20 horas.. O que conta, o que importa verdadeiramente é a segurança. Costuma dizer-se “casa roubada, trancas à porta” e é bem verdade.. Ontem vi carros a recuar com medo, vi manobras aflitivas, vi avôs que largaram carros e vieram a pé buscar netos adolescentes que estavam sozinhos.. Em cada nuvem de fumo que crescia, vi a angústia de quem em Pedrogão não se conseguiu salvar.. E foi um sufoco enorme, gigante..

Nunca podemos dizer que estamos bem, não podemos fazer planos, tudo muda num segundo.. Nunca tinha visto um incêndio desta dimensão de perto.. A forma como se agigantou nunca me sairá da cabeça..

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