De quando chorar é sinónimo de fraqueza.. 

Hoje acompanhei algumas notícias. Não ando com muita cabeça, confesso. Para nada. Mas gosto de ver por alto.

Eu não sou ministra [graças a Deus], nem desempenho funções públicas. Nem sequer sou contratada com vínculo laboral pela empresa onde trabalho. Tenho um contrato com muitas cláusulas de privacidade, mas que tem um ponto muito bem assente que refere que “o segundo outorgante não tem qualquer vínculo laboral com a empresa, apenas cumpre as suas funções [sem termo] em regime de prestação de serviços”.

A demissão da Ministra da Administração Interna era algo esperado, confesso que há muito tempo. Nunca acreditei que pudesse continuar no exercício após a tragédia de Pedrogão. Achei estranho até. Portanto a sua demissão não me admira em nada. Acho-a uma pessoa estranha. Pouco firme, pouco assertiva, com uma postura indolente, de “Fosga-se mais imbróglios para me lixar o juízo” e um ar sempre sonso.

O facto de eu ser de esquerda não me impede de achar que este governo é estranho. Gosto do Professor Marcelo [que é um governo à parte] e ponto. Tudo o resto me faz confusao. Há no entanto algo que me atrofia. Não temos, de momento, uma [uma que seja!!] alternativa a este governo. O PSD é um partido fantasma, o Passos Coelho devia ter feito o que esta fez e dia 2 de Outubro ir para casa tratar da mulher, sentir-se-ia certamente muito mais útil. Não é homem que consiga recuperar. É amorfo, sem credibilidade, mete os pés pelas mãos, um songamonga tal e qual o Cavaco. A parvalhona da Cristas devia dedicar-se a ser mãe a tempo inteiro, com 4 tem material para treinar. Outra sonsa, que fala num tom calmo em altura de funerais e vem às varandas em noites de eleição, esbracejar armada em tonta, a clamar vitórias com meia dúzia de votos. A CDU é boa para o que a gente sabe. Festa do Avante e pouco mais.

Quem podia assumir os comandos deste país?! Quem?!? Isto preocupa-me, mesmo a sério, onde estamos metidos…

Este post no entanto é para falar de como as lágrimas incomodam. Em como são fracos, sem carácter, aqueles que choram. As pessoas não podem chorar. É sinal de fraqueza, de pouca inteligência, firmeza, e fica mal. Revela debilidades. Senti isto na pele uma vida inteira. Até que deixei de chorar em frente a quem fosse. Choro em frente a muito poucas pessoas, aquelas em quem confio plena e cegamente. E contam-se pelos dedos de uma mão.

A ministra chorou umas quatro vezes em público, e agora dizem os críticos que era fraca e não tinha perfil “Viu-se a chorar uma série de vezes”.. Ora bem, eu choro. Choro muifo facilmente porque me emociono, choro só de me lembrar de quem gosto e está longe, choro porque queria que muita coisa fosse diferente. Choro fortemente durante 15 minutos e num instante limpo as lágrimas e siga para bingo, faço o trabalho todo como se nada fosse. Com um profissionalismo e empenho igual ao que ponho todos os dias. Todas as horas. 

Não sou fraca porque choro. Não me considero menos capaz porque choro. Nunca chorar me deixou ficar mal onde fosse.

Se calhar um ministro não pode chorar, também diziam que os Presidentes não devem tocar as pessoas e vejam lá se não temos no Professor Marcelo o melhor Presidente de sempre. Tudo é tão, mas tão relativo. A serem sentidas aquelas lágrimas, talvez fossem das melhores coisas que aquela mulher [pouco interessante] tinha.

Chorar não é sinónimo de fraqueza. Muito pelo contrário. Eu sei do que falo. Vcs, também. 

**

Advertisements

Tanto por dizer.. 

Tenho tanta mas tanta coisa atravessada.. Tanta coisa que vou engolindo, vou fazendo de conta.. Chegará uma altura em que a panela rebentará.

**