Do único e inigualável, Professor Marcelo

Já me estou a repetir de novo, mas de facto nunca é demais dizermos o que pensamos.

Gosto genuinamente do Professor Marcelo. Ainda antes dele dar abraços, ainda antes de imaginar ele próprio que viria a ser um dia Presidente da República do seu País. Lembro-me do Professor Marcelo ainda ele era apenas Professor, de como gostaria de ter tido o privilégio de ter tido um professor assim. Já nessa altura a sua eloquência, a sua linguagem rica, mas simples e clara me deixavam embasbacada. Parecia que era alguém feito da nossa massa, com umas mãos fabulosas, sempre falando e gesticulando [fixei-lhe as mãos há muito, há quase duas décadas..] 

Nunca tive dúvidas que ia ganhar a eleição de Presidente. Não votei, mas vibrei com a sua vitória. Estava longe de imaginar que me [a mim e a tantos] pudesse surpreender. O lado humano que revela é inigualável.

Gosto da forma como se desloca aos locais que dele precisam. Porque um abraço pode dizer tanto e pode fazer tanto. Porque não há idade nem classe social para o abraçar, porque não há roupa de trabalho ou lutos desbotados que o impeçam de abraçar. E isto tem muito, mas muito, valor.

Sinto um orgulho enorme no nosso Presidente. Sinto um orgulho enorme no meu País, que é pequeno mas Enorme. Porque somos fortes como ninguém e no meio da desgraça conseguimos levantar a cabeça e lutar quando, tantas vezes, seria mais fácil desistir. A imagem de toda esta desgraça que nos assolou, de todas estas vidas perdidas, é também muito o abraço do Presidente Marcelo. O seu abraço foi recebido não só por aquelas pessoas, mas por todos nós. É impossível ficar indiferente a este Homem. É um Homem com H grande.

Obrigada, Professor Marcelo

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Facebook e afins. 

Já aqui falei inúmeras vezes sobre isto.

As redes sociais e os problemas que levantam, os mal entendidos, as guerrilhas e as guerrinhas, as fofocas, o diz que disse, as fotografias mal interpretadas, os comentários infelizes, as partilhas.. 

Também já aqui referi o que penso sobre isto e outras tantas coisas. 

Acho que há uma camada de população que se acha letrada demais para o Facebook. São os que vêem com maus olhos os que partilham pública ou privadamente, o que quer que seja. No meu caso pessoal isto já me trouxe discussões, desaguisados, porque tenho opiniões muito diferentes de outras pessoas que pura e simplesmente acham o Facebook uma coisa muito pouco inteligente. Tenho ouvido com atenção e às vezes penso se o facto de não arranjar um emprego de jeito se pode prender com isto. Achar-me-ão as entidades empregadoras pouco inteligente, pouco capaz, ou pouco profissional pelas fotografias e partilhas públicas que tenho?! Isto começa a incomodar-me, e ouvir repetidamente, que tenho que alterar muita coisa em prol de me preservar, tem sido algo que me deixa a pensar.

Não me considero uma pessoa diferente daquela que apresento nas redes sociais, mas contrataria eu alguém com uma rede social como a minha?! É só essa a pergunta que me faço. 

As redes sociais são bactérias nas relações interpessoais. As pessoas julgam, criticam, imaginam, criam cenários, completa e totalmente desajustados. Há opiniões diversas quanto à privacidade e os filhos por exemplo não são filhos só de um lado. 

Tenho este canto e é aqui que virei. E não, não lhe acrescentarei [por minha iniciativa] mais leitores. Quem vier por descoberta é bem vindo, mas isso são outras contas. 

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Sunday. 

Está um sol de rachar, é domingo e o meu corpo poderia ter escolhido dormir mais umas horas mas qual quê, às 8, em modo relâmpago e sem despertador, acordei.

O nosso corpo é a nossa principal arma. Temos que olhar por ele, temos que o tratar bem, temos que lhe saber dar descanso e às vezes, e quando tiver que ser, temos que parar. Temos que saber parar.

Já tive muitos momentos menos bons na vida, já fui forte, já fui fraca, já fui um caco e um pilar de aço.. Tenho momentos em que sorrio para esconder o que sinto, tenho outros em que sorrio porque acho que é o melhor que tenho.

A vida é uma montanha russa que é preciso aprender a gostar. Eu tenho medo de montanhas russas, nem sequer gosto de adrenalina. Mas gosto muito de viver, acho que a vida é um dom fabuloso, e, independentemente, dos dias menos bons, haverá sempre um sol a sorrir para nós.

É nisto que é preciso pensar. 

Bom dia para esse lado.

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