Christmas Tree. Done

Este ano troquei a sofisticação dos roxos, dos pretos e dos prateados pela simplicidade dos vermelhos e brancos. Porque o Natal é vermelho, este ano deixei que brilhasse.

Não estava muito convencida e determinada a fazer a árvore confesso, mas, não sendo ainda o resultado final, aqui está como ficou. Simples, como tudo deve ser. 

A minha árvore de Natal deste ano.

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Mesmo. 

Porque nunca é tarde para agradecer. Porque vcs, os meus Especiais, são quem me dá o verdadeiro alento. Porque sou muito mais rica convosco.

Obrigada por isso. 

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Another one. 

E os meses a passar..

Gosto sempre de fazer estes apanhados no final do mês, porque também me servem de retrospectiva..

[Tudo fotos deste mês]. 

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Ainda sobre o focus group pago.. 

Nem sempre consigo aqui escrever sobre tudo o que penso, sobre tudo o que acho acerca das mais variadas coisas, acerca dos meus sentimentos diários, das minhas opiniões… Mas há coisas, [que não sendo actuais do agora, mas visando a actualidade da semana em que estamos], sobre as quais me cabe dar a minha opinião.

Participo em focus group há quase 20 anos. Foi precisamente com o fim do meu curso e com a minha mudança para a capital [onde haveria de regressar em 2002] que comecei a participar em focus group. Sempre ganhei muito bem nestas reuniões. Sempre foram pagas acima da média e, salvo raras excepções, nunca foram pagas em dinheiro vivo, mas em vales de compras, cheques oferta ou cartão presente. Nunca me importei muito com isso. Muito mais importante para mim do que aquele dinheiro é participar. Porque para mim é um prazer dar o meu contributo e a minha opinião.

Acerca da comemoração dos 2 anos de Governo em que se organizou um focus group [pago como todos] e em que os intervenientes colocaram questões.. 

Confesso que vi reportagens com alguns participantes, um que assumiu de imediato valores e condições sem problema [a idade traz-lhe esse à vontade e maturidade] e uma “canuca” cheia de preconceitos em revelar os valores, como se toda a gente não soubesse “Isso guardo para mim” entre risadas ridículas como se descrevesse um momento passado com um ídolo.

Obviamente que um focus group não deveria ter sido a opção utilizada aqui. Porque ao contrário dos focus group onde vou, de carácter comercial, em que testo telemóveis, dou opinião sobre xaropes para a tosse, layouts de supermercado, rótulos e trinta por uma linha, aqui, neste caso, falamos de perguntas ao Governo. E isso exige uma total transparência, porque se arranjariam milhares de pessoas capazes, que aceitariam de forma gratuita, participar neste debate. Porque a governação, e a análise de feedback aos contribuintes não se coaduna com pagamentos de 200, 100, ou 400 euros. Foi essa transparência e esse rigor que não existiu. O problema não foi do focus group. Porque as empresas de estudos de mercado lidam com o cliente Governo como lidam com a Mariazinha da esquina. É um focus group que querem, toca a recrutar como para outro cliente qualquer, 20 pessoas, 3 dos 15 aos 20, 10 dos 20 aos 40, e por aí adiante, diversas profissões [quanto mais diferentes melhor] e diferentes graus de escolaridade. Foi isto, com pagamento X, mais ajudas de custo para deslocações e refeições. Se eu fosse chamada para um focus group em Aveiro, tb quereria impor as minhas condições. Estas pessoas não foram culpadas de nada. Os culpados foram quem definiu este molde, quantas faculdades de ciências sociais teriam promovido este debate com jovens e habitantes de qualquer cidade do interior a querer participar a troco de mero entusiasmo?! Quem colocou as perguntas?! Foram previamente estudadas, ensaiadas?! Isto foi aquilo que não poderia ter acontecido. Passar para o lado de cá a hipótese de ramboia que pode ter estado por detrás disto tudo. 

O problema não foi do focus group porque é assim o seu  modus operandi, o problema foi a metodologia. E o problema maior ainda foi isto ter avançado, foi os ouvidos de mercador, foi o não assumir “Se calhar pensámos mal, deixa lá repensar”. 

Foi isto. E isto não pode acontecer, ao meu também, dinheiro. 

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[Hoje estive uma hora sentada a trabalhar neste banco. Nessa hora, não vi uma, das centenas de pessoas que, eventualmente, terão passado ao meu redor. Completamente absorta no meu trabalho, no ultimar do meu trabalho. Depois levantei a cabeça e vi que estava ali, tocava o Jingle Bells, as luzes piscavam e interroguei-me se alguém hoje em dia, vê o que se passa ao seu lado].. 
 

De Hoje. 

Nem sempre uso acessórios. Porque uns dias ponho uma coisa e nem pensar, porque outros não estou mesmo para os colocar. Terminei no terreno o meu trabalho da semana e em pouco tempo terminarei os projectos do ano. Começa a ser cada dia mais complicado andar nas lojas com a aproximação do Natal.. Eu juro que não percebo como se gasta tanto dinheiro, desnecessariamente. Eu sou a favor das lembranças, daquelas coisas que nos enchem a alma. Não tem nada a ver com valor, tem a ver com essência, com as coisas que nos dizem tanto. Que podem custar menos que um euro se possível for, mas que vale milhões. Eu pesquiso muito bem o que há por aí. Vejo milhares de coisas e coisinhas e não é, de facto, o valor aquilo que me mobiliza. Há coisas caríssimas que abomino e há coisas baratinhas que me encantam e me tocam o coração. É olhar para aquilo e ser a cara de A, B ou C. Nesta azáfama que é o Natal, e que a cada Dezembro enche as grandes superfícies de pessoas e pagamentos, vai começando a ser diferente a cada ano para mim.. Gosto da magia envolvente não o vou negar, mas há uma melancolia em mim que se acentua a cada música que oiço, a cada conjunto de luzes que vejo a piscar, a cada caixinha de música que vejo a rodopiar.. E isso deixa-me em baixo.. Juro que sim..

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