Healthy Lunch. 

Que seja tempo de comida saudável. No meio desta indecisão do tempo, chuva-sol-chuva-sol.

(Filetes de Atum com arroz basmati, milho, sementes de sésamo e um apontamento de molho de alho)

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Raríssimas Pessoas. 

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Raríssimas são as pessoas sérias. As que fazem o bem sem olhar a quem, as que desempenham os cargos públicos, as que gerem os dinheiros públicos, com elevado brio e honestidade. As que deixam pegadas de excelência nos rastos que vão deixando. As que acordam de manhã com a mesma energia a querer fazer, quando trabalham para todos, ou só para aquilo que é seu. Gloriosas as pessoas que são sérias. Que cada vez há menos.

Dizer que fiquei chocada é falso. Nesta altura desconfio de tudo e de todos. E sei como isto é mau, o descrédito a que chegaram as instituições públicas e pior, associações de “fazer bem”.. Isto é pior que passar a vida sem nada fazer em prol dos outros, isto é maquiavélico. Devo ter sido a única pessoa que não viu [mas vou ver] a reportagem da Ana Leal. Dizer que estou chocada com as atitudes?! Estou ainda mais chocada com as justificações. Roupa de luxo justifica alguma vez as necessidades de representação duma associação como a Raríssimas?!? Não lida esta associação com doenças raras, do foro das deficiências?! Quer um deficiente um abraço, ou tocar no botão da Karen Millen que a parvalhona traz ao peito?!?! Olho da rua e devia ser já.

Há uma cambada de gente a mais na sociedade. Destes estupores que andam a extorquir o dinheiro dos outros. Dinheiro que outros deram, alguns com lágrimas nos olhos.. Estupor de parvalhona que não tem outro nome. Sou contra a entrega de dinheiro a este tipo de instituições. Fiz voluntariado, em Pedrogão Grande, há alguns meses e nas centenas de sacos que abri, vi alguns, de pessoas que claramente deram o pouco que [não] tinham. Comoveu-me tanto, mas tanto, que deitei lágrimas em silêncio para que ninguém visse.

Casos como este, que veio agora a público, deixam-me os nervos em franja. A prova viva de que esta sociedade está minada de coisas más, que os valores mais importantes são deixados para um plano muito à rectaguarda.

[Raríssimas pessoas são as honestas. Mas no fim são as que vencem, as que marcam, as que perduram. Na Vida e no Tempo].

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(Estou a ver o programa, e vim indignar-me, 230 euros em gambas???!!! Mas o que é isto?! Isto é muito pior do que imaginei ser possível!!)

Bom dia, passagem do “furacão”. 

Assim como veio, foi. Foi em menos de nada que desapareceu. Assim, puf.. Uma coisa de outro mundo. Rajadas de vento que levavam tudo pelos ares e de um minuto para o outro, tudo sereno. Nem chuva havia. Foi entre as 22 e as 22.30. E é isto que nos mostra que aquilo não era normal, que era de facto algo que passava, desaustinado, sem olhar a meios para arrancar tudo à frente.

Acho que as entidades estiverem bem nos avisos à população. Ainda assim, morreu uma mulher, enquanto afastava ramos do caminho e foi apanhada por uma árvore. Acho que com todos os avisos, a população percebeu que não era tempo de sair, nem ir para perto do mar, nem sequer conduzir em estradas aparentemente sem problemas. Milhares de ocorrências mas quando forem apenas árvores caídas sem pessoas em perigo, pia diferente. Continua agora a chover, continua céu carregado, mas a Ana já foi pregar para outras freguesias..

Bom dia, com o tempo como Deus quiser.

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