Even the stars.. 

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Pois.. 

Há muito que sigo na simplicidade o meu modus vivendi. Sinto-me bem assim, não preciso de muito, consigo viver com cada vez menos coisas e muitas vezes me apetece “destralhar”,  que é basicamente perder o amor aos milhares de tralhas que fui acumulando com os anos..

[Ser simples é o que te faz grande]. Bem certo.

Boa Noite, Especiais.

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Da sensação impotente.. 

Quase todos os dias faço o mesmo trajecto para o trabalho. Há um sítio, que invariavelmente, é pouso para uma prostituta. Já lá estiveram várias, uma mesmo poderosa que se esticava na frente do carro a apanhar banhos de sol, outra que estava sempre de cara baixa, envergonhada, uma atarracada, etc. Tinham todas ar daquilo que são, eram: prostitutas de beira de estrada.

Há cerca de um mês chegou ao posto, uma nova. 

Eu reparo nestas coisas, porque passo ali diariamente, duas vezes. Já vi alguns clientes a chegar, às vezes ela não está e interrogo-me onde estará, e está quase sempre ao telefone.  

Nunca se interrogaram sobre com quem falam as prostitutas ao telefone?! Falam muitas e muitas horas.. O falar não é estranho, o que é estranho é onde carregam o telefone, tem um super Powerbank?! Neste caso esta é uma rapariga normal, super normal, com uma forma de vestir normal, com uma postura normal. Custa-me vê-la ali. Juro que já me apeteceu parar e lhe perguntar “Porque está aqui?! Que cruzamentos da vida lhe saíram furados para se ter entregue a esta triste vida, assim?! Porque não o faz no seu apartamento, porque nao coloca um anúncio, mas porque não sai da rua, daqui da beira da estrada. Porquê?!?!”

Ela tem as suas razões, certamente, apenas gostava das saber. Nada tenho com isso, dir-me-ão vocês. E têm razão.

Bom Dia. 

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