Das mezinhas para a tosse II

Já aqui escrevi o quão forte é a minha tosse. Desde sempre, desde que me recordo de ser gente, que nunca tive uma tosse normal. Tenho sorte disto não me atacar assim tantas vezes porque é muito horrível [de sentir e de ouvir].
Ando há quase uma semana com tosse. Comecei com dores de garganta e daí à tosse e à rouquidão foi um pequeno passo. Fiquei totalmente afónica [ainda não tendo recuperado]. Ando a tomar xarope “Stodal” que é basicamente um xarope homeopático, feito à base de umas 10 ervas diferentes, e que sabe ao mesmo que o outro que ando a tomar [o tradicional de cenoura cortada às rodelas com açúcar em ponto de calda].

Ontem, aqui em casa dos meus pais, a minha mãe a ouvir esta tosse cavernosa, lá me foi fazer a mezinha que ela usa para estas situações, o tradicional chá de brasas. O chá de brasas foi a primeira mezinha que conheci, devia ter uns 2,3 anos quando me lembro do tomar sempre que me deitava e estava doente, com tosse. A acompanhar vinha o papel pardo no peito besuntado com cera derretida ou mais tarde com o Vick Vapo Rub.. Eu não sei para que era, para que servia, sei que era assim.

O chá de brasas é mesmo isso. Precisamos de carvão em chama, em brasa. Colocamos os carvões directamente do lume numa taça, com açúcar por cima, o que provoca de imediato uma fumarada doce, a lembrar o cheiro do leite creme queimado na hora. Depois colocamos água e coamos essa mesma água. Deve beber-se já debaixo dos lençóis. Tomei esta noite, mas não funcionou.

Continuo a besuntar as plantas dos pés com Vick Vapo Rub e a enfiar umas meias. Mas nada tem resultado. As mezinhas são isso mesmo, mezinhas. Infelizmente, umas vezes funcionam, outras não.

**

Advertisements