De 12 em 12.

Tenho trabalhado a mil e depois tenho andado a mil. A tensão com que tenho passado os dias faz-me, ao final do dia, ter dores de pernas como se tivesse passado um dia inteiro a fazer step, ou elíptica ou tivesse ido a outro distrito a pé. Não sei como tenho conseguido conciliar tanta coisa, como tenho conseguido trabalhar, cozinhar, estudar, conduzir, arrumar, limpar, estender, pensar, subir escadas, arranjar diariamente milhentos lugares para estacionar, ver o que vejo sempre com a máxima do “gigante com pés de barro”. 

Depois venho ao meu blog. Como se de um antídoto se tratasse, como se de um antibiótico se tratasse, venho por vezes mais do que de 12 em 12 horas. Mas venho, mas deixo aqui as memórias dos meus dias, ainda que forrados do que seja. O meu blog é de todos os dias. E atenção, é para Sempre.

Boa Noite

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Friday. 

O tempo é o conceito que me está mais estranho, mais confuso. Vivo cada hora, de cada dia com uma sensação de impotência, de não conseguir fazer. E isso é péssimo. Há horas em que consigo seguir, de cabeça erguida sabendo que tenho a vida pela frente e muitos sonhos ainda por realizar, outras horas o medo de que me poderia ter acontecido a mim, essa finitude a que todos estamos sujeitos e é assustadora..

Não consigo ler, quase não consigo escrever, inda assim tenho cumprido todos os meus projectos, tudo aquilo a que me [têm] tenho proposto.

É sexta feira. Aproveitem o fim de semana.

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