Das cadernetas. 

Ter uma caderneta é uma coisa da infância. Daquela infância mais avançada onde já percebemos que todos aqueles espaços em branco têm um autocolante respectivo. Que é preciso comprar, trocar, arranjar.
O meu filho tem 10 anos. Pela primeira vez está a fazer uma colecção de cromos, a caderneta do Mundial da Rússia ’18, lançada pela Panini. Os cromos não são baratos mas a febre está aí e portanto 90 cêntimos passaram a ser, não um chocolate, mas uma saqueta de cromos. Dorme com a caderneta, tem os cromos repetidos fechados a cadeado [não vá alguém os roubar] e diz que abrir saquetas de cromos e trocar com colegas é das coisas que mais gosta, nem sabendo como nunca tinha vivido esta sensação.

O afinco que coloca na caderneta fez-me recuar a 1988. Também eu fui assim na única caderneta que fiz até hoje, a caderneta do Roque Santeiro. Lembram-se desse sucesso? Do Sinhozinho Malta, Viuva Porcina, e por aí?!

Lembro-me da caderneta como se a tivesse nas mãos agora. O meu entusiasmo era o mesmo do pequeno. Tinha era muito menos cromos.

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Done.

Não tenho sido afincada como queria. Não tenho conseguido fazer o exercício que queria, com a cadência que defini. Os dias têm estado fantásticos para fazer desporto mas as horas têm-me escapulido das mãos. Hoje fiz por todos os dias. No final já não era capaz de elevar a garrafa para beber água, tal as dores e a dormência dos braços. Porque fiz muito, porque talvez tenha feito demais.

[O Brufen ajuda muito]. 

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