It’s not about money.. 

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S de Suspiro. 

Não sei se ficou claro o quanto me irrita o Bruno de Carvalho; não me atino com a sua postura, com a sua forma de falar, com o seu ar ressabiado, com o seu aspecto tresmalhado de pessoa doente e sem vontade de se tratar.  
Sou do Sporting sem nunca ter percebido nada de futebol. Já aqui expliquei porque sou do Sporting e porque nunca deixei de o ser. Não iria deixar de ser do clube por o tresmalhado lá estar ou continuar, há coisas que não se misturam e a minha não militância com clubes nada tem a ver com presidentes, mas há limites para tudo e até alguém que não sabe o nome dos jogadores da sua equipa, sabe que este fulano tinha que de lá sair. Não dava mais, estava esgotado [há muito, há tanto] toda a sua capacidade de liderar o que fosse [o que seja].

Não estava, portanto, à espera de outro resultado ontem, senão aquele que se verificou, perante um homem que durante toda a tarde e até ao lavar dos cestos, acreditou que continuaria a pés juntos a amealhar coroas no seu saco azul e a destruir um clube. Até nos seus 24 posts se percebe o quão doente está.

Lá pela madrugada fora, lá veio lavar mais um alguidar de roupa, com o discurso típico de alguém que sai derrotado, humilhado, mas não é capaz de assumir que chegou ao fim o seu “reinado” porque outros assim o decidiram. Já não está nos seus poderes, ao seu alcance.

Não sei o que reserva o futuro ao Sporting, sei que pior que isto não pode haver e portanto o que vier é ganho.. Gosto dos candidatos que,  há algum tempo a esta parte, manifestaram interesse no “salvamento” do clube. Sempre achei pessoas correctas as que estavam ligadas ao clube, não os achando Viscondes ou Condessas; gosto do Frederico Varandas, acho-o um homem calmo, íntegro, capaz de levar o clube a bom porto, gosto da sua calma, da quietude que mostrou no tempo de agitação em que se demitiu do cargo. Tenho a certeza que outros bons candidatos irão aparecer. E não vai ser difícil dar a volta por cima.

O que se passou no Sporting nos últimos meses, foi o fim de linha, a degradação extrema a que uma organização de respeito pode chegar. Não me parecia possível que as coisas pudessem ter chegado ao ponto a que chegaram, não me parecendo também correcto que familiares, amigos chegados, não tivessem, à força, ajudado este homem.

O tempo pois é Verde. De Esperança.

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