End of September. 

Último dia do mês de Setembro. Que foi tão solarengo, tão quente, com temperaturas tão acima dos valores normais, que ainda não cheirou a folhas no chão, a árvores a mudar de cor, a dias e noites mais frias.

Setembro quase que é um dos meus meses favoritos [Julho ninguém o consegue destronar], de céus tão esplendorosos que tem, do vento de Agosto que se acalma, destas noites que chegam sempre forradas a cor de rosa, e destes dias que nascem com aquelas nuvens que parecem milhares de algodão doce espalhados pelo céu. 

Setembro tem um encanto especial, tem uma luz fabulosa. Mas eu não sou esquisita, adoro todos os meses, adoro cada pormenor, cada detalhe, de cada mês, de cada dia que vou vivendo.

Bom dia, Especiais.

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De criança.

Há vícios que passam de geração em geração. Já aqui falei de como sou parecida [em alguns pequenos detalhes] com a minha mãe, com a minha avó [materna]. Nunca vi a minha mãe aborrecida com tempos de espera, lá se entretém observando, olhando, fazendo alguma coisa sem resmungar com o tempo que custa a passar. Este seu pormenor, haveria de se modificar um pouco agora com a idade porque já a vi reclamar dos tempos de espera na fisioterapia, ansiando que a ambulância a leve de volta a casa o quanto antes. A minha avó também não reclamava. Sempre me lembro dela com a sua cesta de figos à cabeça que ía vender à praça e muitas vezes tinha que esperar muito pelo autocarro que a traria de volta. Nunca reclamava. Eu também não reclamo. Sou capaz de ficar horas à espera do que seja sem me entediar, sem reclamar.

Houve duas coisas que herdei das duas. O gosto por ver pessoas a dançar, o gosto pelo som do acordeão. Na sexta feira passada tive o prazer de ir a um baile com os meus pais. A minha mãe já não dança [a coluna não lho permite] mas o meu pai gosta de dançar. Sai de mansinho, em busca de pares para dançar as modas que gosta. Eu, como desde pequena, fico com a minha mãe. A observar os pares, a ver as danças, a ver quem acerta o passo ou quem está longe disso [é um pouco triste ver um par que não acerta, mas às vezes o gosto pela dança é mais forte que o acerto e um dança para norte e outro para sul, sem que isso tenha qualquer relevância]. Os bailes são um pouco como a praia, não há ditaduras, nem os bons pares se medem por classes sociais. Há pessoas jovens, de idade, humildes, que dançam maravilhosamente bem, há ricos poderosos que não dão uma para a caixa.

Fartei-me de rir. Eu não danço, ou melhor, danço apenas com o meu pai ou com as minhas primas. Nesse dia o meu pai não me convidou e o único convite que tive veio de um desconhecido de meia idade, com apenas dois dentes na frente, a quem tive que dizer que não, não pelo aspecto surreal da dentadura, mas porque, de facto, não sei dançar. Ele ficou incrédulo, não queria acreditar que lhe dissesse que não. A minha mãe só se ria, porque os bailes ainda são dos únicos momentos que lhe arrancam gargalhadas.

[Encontrei por acaso este vídeo no meu feed de Facebook e adorei. São simplesmente pessoas a dançar, mas como eu gosto disto].

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Just a cat. 

Um dos meus sonhos, assim muito recônditos, é ter uma cumplicidade destas com um gatinho. Não sei se isso vai acontecer, mas espero um dia, honestamente, que aconteça.

Boa Noite.

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Finais de Setembro. Seriously?! 

Estamos no final de Setembro e eu [sem ser quando trabalho] continuo a vestir-me como se estivéssemos em pleno Verão. Porque, de facto, o tempo é de Verão autêntico. Temperaturas espectaculares, sem brisas frescas ou acentuado arrefecimento nocturno. Nunca pensei usar calções e/ou sandálias nesta altura. Completamente atípico.

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