Like yesterday. 

Há muito tempo que dou Graças a Deus a cada dia que acordo com saúde. Como se pouco, para além de estar bem de saúde, me interessasse. Sei que vivi um acontecimento deveras traumático que jamais esquecerei e que me faz transpirar em segundos, caso algo saia de fora dos carris daquilo que considero a minha estrada.

Sou supersticiosa. Olho sempre meio de revés para o número 13, que na escala dos números está logo a seguir a um dos meus números favoritos. Acho o 13 um número diferente, mas tenho alguma aversão, para mim não é um número de sorte.

Os dias, como os meses, como os anos, não são todos iguais. Há dias em que o perigo se atravessa, há dias em que o 13 precisa de pedir ajuda ao tal anjo que tem que descer e fazer das suas, para que tudo se apazigue. Estou longe de ser desligada, com aqueles com que me preocupo sou uma lapa, daquelas bem alapadas. Porque não acredito em coincidências e porque quando a vida de quem quero bem, pisa o risco que separa o susto do cagaço, quando “foi assim mas podia ter sido o fim”, urge ouvir a voz, e sentir. Porque continuo a não preencher os dedos de uma mão, com quem me é Especial. 

Hoje é dia 13. E ontem foi o tal 12, um dos meus números. Por falar em ontem, curioso aquelas pessoas com quem podes passar meses, anos, décadas até, sem falar, que quando falas é como se tivesse sido ontem?! Isto existe e acontece sim. 

Boa Noite

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