A expulsão de CR7. 

Já aqui escrevi sobre o Cristiano Ronaldo tantas vezes quantas as que achei que o deveria fazer.

Aceito que muitos não gostem dele [tenho algumas “discussões” com o meu filho por termos pontos de vista diferentes] mas todos temos que aceitar que o Cristiano. Ronaldo é, sem sombra de dúvida, o melhor jogador do mundo de todo o sempre. Admiro a forma como se entrega ao trabalho, admiro o brio com que treina, com que joga, a forma como é profissional e como se empenha. Com a carreira que tem poderia encostar-se, mas reparem como se comporta.

Ontem no regresso a Espanha, no jogo contra o Valência, levou vermelho directo. Uma absoluta estupidez, sem qualquer sentido. Não sou de defender sempre o mesmo lado, se achasse que teria tido culpa, assumiria sem problemas.

A sua incredulidade fez com que chorasse como se do meu filho se tratasse. Eu adoro o Ronaldo enquanto jogador, muito possivelmente depois de acabar a carreira nunca irei dormir em algum dos seus hotéis, ou oferecer ao meu filho algum dos seus boxers à venda nas suas lojas. Mas caramba, enquanto for o jogador que é, será um enorme orgulho partilhar com um homem destes a sua nacionalidade e a sua garra.
Espanha e o Ronaldo estão magoados um com o outro. Estao azedos, mal dispostos, sedentos de vingança. Mas isto não se faz. Não se faz assim tão à descarada, tão sem sentido nenhum. Quem ri por último, ri melhor e estas lágrimas ainda escorrerão noutros rostos enraivecidos.

Nada acontece por acaso e, já dizia a minha avó, no meu ditado de eleição,

“Guardado está o bocado, para quem o ha-de comer”.

És Grande, Cristiano Ronaldo!

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