CR7 e a violação. 

Já escrevi sobre o CR7 e todos sabem o que penso dele. Acho-o um profissional de excelência, do melhor que há. Inigualável. Não sei pormenores da sua vida íntima, se é heterossexual, se é homossexual, se é bisexual, se é uma mistura de géneros e apenas assume um. Sempre achei estranha a forma como “encomendou” aqueles filhos, como quem encomenda uma pizza havaiana ali na linha da Telepizza. Nunca gostei desse pormenor, do não perceber como faz ele aqueles filhos [sem dúvidas nenhumas que dele são filhos] e ficando-me a remoer a ideia de que prefere pagar para que os cromossomas das mães nunca sejam identificados. Não acho que isso seja um ponto a seu favor. É apenas estranho. Ponto.
O caso que agora surge da americana que quer mais dinheirinho [e atenção que isto é mesmo assim, ela não quer justiça efectiva, quer “compensação monetária pelos danos causados”] é estranho. Os factos remontam a 2009, duas amigas dançam numa discoteca, o jogador chega, há vídeos que mostram envolvimentos [nunca dancei em discotecas desta forma com ninguém], e ele pede que subam ao quarto de hotel. Ao que se sabe as raparigas trabalhavam na discoteca com o intuito de “entreter” [isto é exactamente o quê?!] convidados, clientes, obter lucros ou que fosse, não percebi bem. 

Sabiam que o Cristiano era famoso na Europa. Não sei o que aconteceu no quarto. Sei que a serem verdades as declarações, nada mesmo nada, desculpa o Cristiano. Nem mesmo o seu profissionalismo. A reputação de uma pessoa sobre a qual recai uma suspeita destas, nunca mais é a mesma. Mesmo que se prove que nada passou para além de uma imposturice, isto não passa impune. Para se ter sexo convencional, oral, anal, é preciso que duas pessoas a isso estejam dispostas. Ou por mútuo consentimento, com pagamentos por trás [ninguém condena isso] ou porque assim quiseram. A violação, o obrigar o outro a X ou y porque sou rico, poderoso, estou bêbado ou sou mais que tudo, é do pior que pode acontecer.

Há uma rádio nacional que continuo a ouvir diariamente de manhã, em que um dos apresentadores teve alegadas queixas por violência doméstica há uns anos atrás pela ex mulher ou ex mulheres já nem sei se mais que uma. Aquilo para mim foi um choque. Nunca mais olhei para aquele homem da mesma forma, nunca mais o ouvi da mesma forma, e oiço o seu programa há 20 anos. Não deixei de o ouvir, não deixei de o achar inteligente, grande profissional, apenas há uma névoa que se me atravessa e não me apresenta a sua imagem límpida.

Com o Cristiano Ronaldo, as consequências para a sua carreira podem ser drásticas. E já estão a ser, com as acções da Juventus a caírem mais de 10%, o detentor do Fifa19 a retirar a imagem do jogador do site, a Nike a manifestar grandes preocupações.   Tenho-o numa conta gigante. Para além de excelente jogador, acho-o um bom Homem, que nao me parece ter tido necessidade de forçar sexo anal, quando ainda estava nos píncaros da virilidade. A provar-se, a coisa pia mais fino.

Diz a rapariga que no final do acto ele lhe perguntou se estava bem, se tinha dores e disse como que a desculpar-se “Sou por norma, 99,9% um Homem bom, mas há 1%..”.. 

Houve um acordo entre advogados na altura, mas os 300 e tal mil euros com a cláusula de anonimato não chegaram para cobrir mais do que 9 anos..

Estou muito apreensiva com este desfecho. O movimento #metoo não é nada deste género, e nem tem comparação. Abuso de poder de Cristiano Ronaldo em Las Vegas em 2009?! Cheira-me a esturro.

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One comment on “CR7 e a violação. 

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