Just cut it. 

Tem sido duros os momentos. Destruição à minha volta aonde quer que vá. Se for para sul há destruição, para norte igual e nos outros sentidos tb. Parece que nada escapou. Nunca vi nada assim.

Durante o primeiro dia não fui capaz de fotografar nada. Pensei que ia arrepender-me, porque o registo dos momentos é no agora, no pós, logo em cima. Fotografei apenas uma das vistas de uma das minhas varandas. O cenário após 3 dias está na mesma porque parece que tem que ser assim por causa dos peritos.

Precisava de fazer qualquer coisa, precisava de mudar, de perceber eu própria que estou intacta. Que o meu corpo nada sofreu e que apenas a alma está destroçada. Tinha que ir trabalhar para o epicentro, para onde se deu a tragédia maior.

Já lá, fui direitinha cortar o cabelo. Como se tivesse que ser. Como se tivesse mesmo que ser. Trabalhei, fiz tudo o que tinha que fazer e sim, fotografei. Por mais que me tenha custado. Não é bonito de se ver. 

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