Ai Brasil, Brasil… 

Nem consigo escrever sobre isto agora. É muito. Assim é muito.

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Hora mudada. 

Como detesto a mudança da hora. Custa-me horrores habituar-me a isto.

Bom dia para esse lado.

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Brasil. Amanhã. 

Já vi este filme acontecer. E foi num país lá longe, distante. Um parvalhão ganhou a presidência da maior potência do mundo.

Tenho medo que amanhã aconteça outra desgraça no país irmão. Tenho mesmo pena. São da minha língua, caramba.

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It’s cold outside. 

No mesmo dia que muda a hora, no mesmo dia que a manhã amanhece com um frio de rachar, no mesmo dia em que apanho um sol brilhante, um vento gelado e cortante, um céu cheio de nuvens, chuva, granizo e de novo sol, no mesmo dia em que neva pela primeira vez nas terras altas e nos sopés das montanhas, no mesmo dia em que como as primeiras 4 castanhas assadas do ano, em que apanho finalmente folhas de mil cores para fotografar, nesse mesmo dia consigo ter a proeza de ter a minha máquina fotográfica comigo, carregada de bateria e sequiosa por mandar click’s. Fotografar é como tudo, se estás muito tempo off, sentes que perdes o feeling e é preciso inspirar fundo. Ao fim de uns minutos parece que nunca estiveste parada, e descobres que é aquilo para que foste realmente talhada….andar por aí à procura de belezas e simplicidades para captar.. 

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Into the gym. 

Nunca me tinha dedicado com tanto afinco nas idas ao ginásio. Apesar de o poder fazer, sempre soube que não iria todos os dias porque não iria conseguir. 3 vezes por semana é o ideal para mim mas nem sempre consigo concretizar. Já percebi que a sexta feira é um dia muito calmo, porque há muita gente que vai de fim de semana, ou porque simplesmente já não está para ir ao ginásio no final de uma semana. Gosto de ver a agitação de uma sala de máquinas completamente cheia, de aulas a decorrer com quase 20 pessoas cada, de 10 Personal Trainers em simultâneo a dar treinos, mas também gosto de não haver quase ninguém [como estava hoje].
Fiz todas as máquinas sem problemas, havia dezenas de cacifos livres, e experimentei até algumas máquinas novas sem pudor de alguém me ver e notar que não percebo um chavelho daquilo.

Vi algumas pessoas a treinar afincadamente. Um dos Pt’s puxou tanto por uma mulher, que os sons de dor que fazia só os equiparo a uma sala de partos [não me incluo, não gritei no meu parto, não grito com dor]. Uma coisa sem igual, completamente despropositada, exagerada, a cara estava roxa, os esgares eram de dor nível 10, e a mim só me apeteceu fugir. Estive quase 2 horas a treinar. No final, no balneário, ao lado do meu cacifo, deparo-me com isto 

.. sem sombra da dona [estava no banho é claro]. Atenção ao pormenor do stiletto preto pronto para ser calçado após completo o ritual dos 39 cremes. A mala tinha tantas bolsas com produtos, secador, mudas de roupa, que, vá se lá saber como, se perdeu o soutien no meio daquela algazarra. Dizia a rapariga à amiga que não fazia puto de ideia de onde estaria o soutien, eu interrogava-me sobre o outro stiletto preto, perdido algures no meio do saco da Raynair..

Cada ida ao ginásio é um bloco de apontamentos para mim. Rio-me tanto para dentro, em silêncio, que material para aqui escrever é aos molhos..

[Ainda não vos falei dos gajos que mandam gases a levantar pesos por causa da proteína que bebem. Cheira mal mas mal mas eles acham que ninguém notou. Quem anda num ginásio, vê uma espécie de novela diária.. A diferença é que as personagens nunca são as mesmas].

Boa Noite

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