Obrigada. 

Da minha experiência internacional [vivi 3 anos num país no Norte da Europa, considerado de topo] aquilo que mais destaco foi o ter percebido [passado muito pouco tempo] que Portugal estava à frente deles em muitas [tantas] coisas. O sentimento de orgulho que me cresceu no peito constatado este facto, não tem comparativo com nada do que tenha, até então, vivido. Percebi que estamos muito à frente em muitas áreas, apenas há uma grande diferença: eles têm dinheiro, nós não. E é apenas isto. Não são mais felizes, não são mais realizados, não são mais profissionais, inteligentes ou proactivos. Nem sequer são melhores cozinheiros. São ricos e vá, melhores esquiadores que nós. 

No domingo, enquanto me arrastava no sofá e “scrollava” o meu feed, vi, instantaneamente, por alguém ligado à aviação, a notícia da emergência aérea. Fiquei uma pilha, porque os acidentes na aviação mexem comigo. Não sabia quantas pessoas iam a bordo, sabia que a opção era amarar, e o post [repito por alguém ligado à aviação civil] pedia para que se rezasse. Fiquei gelada. Acompanhei a par e passo as operações e foi sempre nesse post que segui a missão. Tive acesso às conversações aéreas em directo, através de um link colocado e soube que tinha borregado 2 vezes, e à terceira tinha aterrado em segurança.

O que eu não sabia era o calibre de um dos Homens que pilotava um dos F16. Foi já um dia depois que assistiria a uma entrevista sua ao Primeiro Jornal da SIC. Os Homens não são de facto todos iguais. Pouco me interessa se é Tenente Coronel, se tem patentes, se tem experiência no sector. Sei que se revelou, a meu ver, uma peça chave na execução soberba daquela missão. Um Homem que a um domingo à tarde, tremendamente chuvoso, troca as castanhas e a jeropiga [quem gosta de pilotar quer lá saber de castanhas ou troca lá qualquer programa por isto] por vestir o fato macaco [eles andam assim não andam?!] e agarra num gigante como é um F16 para salvar um avião civil, e que invocando a Nossa Senhora do Ar se agarra a todas as esperanças para que tudo se salve, é um Homem com H grande. Um Homem que faz isto e que, numa postura humilde, calma, íntegra, relata numa entrevista em directo num estúdio de televisão, num noticiário de primeira linha, que se emocionou, que chorou [e que volta a ficar no momento com os olhos marejados de lágrimas], que invocou as forças divinas, superiores, que quando o avião aterra invoca de novo a fé, sem pudor, sem se importar do que a ciência achará disto, este é um Homem com um H muito grande.

Estou muito orgulhosa do meu País, do que somos capazes de fazer, da forma como somos profissionais e do brio que pomos em tudo o que fazemos.. Um grande, grande, exemplo o deste dia de S. Martinho, sem Verão, mas igualmente com os valores do altruísmo em altas.

Obrigada, Sr.(s) Tenente(s)

[Este piloto é experiente não há dúvidas. Mas a personalidade, estou certa, te-lo-a ajudado em muito na sua vida.]

http://esquadra.emfa.pt/comandante-301

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Let’s do it. 

Foi muito a medo que regressei ao ginásio. Há 2 anos estive mais de 3 meses com problemas e dores do foro urinário. Há cerca de 3 semanas voltei a ter sintomas e aqui neste caso, nestas dores, não há medicação que me possa safar porque não é uma infecção. Não há antibiótico que me valha. Os analgésicos podem ajudar um pouco e as botijas de água quente também mas são dores muito incapacitantes. Houve um dia que ainda tentei ir ao ginásio, mas longe de conseguir correr na passadeira ou estar na elíptica. Ontem voltei a medo, porque ainda não estou a 100% mas não me senti pior. Consegui treinar, fazer tudo aquilo a que me propus. Hoje fui outra vez e correu bem. Muita gente a treinar, eu com o novo cadeado da Tiger que me custou 3 euros e espero que dure mais do que o outro que me durou um mês. A Tiger é uma loja dinamarquesa que já existe cá em Portugal em alguns locais que alia design a preços muito simpáticos. Tem sempre coisas super originais e fui aconselhada por uma frequentadora do ginásio a escolher este cadeado, tem o dela há 3 anos sem nunca ter dado problemas e vai todos os dias ao ginásio. Nem pensei duas vezes. 

Não quero abusar, não quero exagerar, tenho medo que as dores voltem, mas preciso tanto de fazer exercício.. 

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