Night, Night

Os meus pais adoptaram um gato, o Jeremias. Uma boa oportunidade para, “in loco” eu treinar para a série “Um dia vou ter um gato”. 

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Where I belong. 

Venho muito menos vezes do que aquelas que gostaria, venho muito esporadicamente. Há sempre mil razões, o trabalho, os treinos, os testes, os jogos, a distância enorme que não compensa vir por um dia, enfim um sem número de contratempos. Condeno-me muitas vezes porque deveria largar tudo e vir, mas depois sei que o pequeno depende de mim e recuo. Hoje quando cheguei, sabia que o fim de dia estava ali na praia, mesmo à minha espera, junto ao mar, para ser fotografado. Mas tinha muita coisa para fazer e percebi logo que não conseguiria. Agarrei na máquina e no telefone, deixei as arrumações por momentos, andei uns 10 passos e captei o céu magnífico que mais uma vez estava…  

Esta foi com o telefone, já a pensar partilhar aqui. A minha terra é quase o paraíso. Acreditem que sim.

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One. 

1 dia para a noite de Natal. E este ano não está frio, não dá para vestir cachecóis quentes, gorros ou luvas. Como vestir camisolas de lã de puro Inverno se as temperaturas estão quase Primaveris?!

Os pores de sol estão de outro mundo. Ontem apanhámos todos um céu cheio de riscos fantásticos [não é tudo aviões pois não?!], e o fim de dia foi de outro mundo. Registei de várias formas, foi muito mágico.

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My passion. 

Nada me relaxa como fotografar, nada me relaxa como ali do nada, tirar umas 200 fotos, mesmo que metade sejam tiros ao lado que não me satisfazem. Sou muito exigente porque quero que as coisas fiquem como idealizei. O bom de fotografar é que não há duas fotografias iguais, podem sair muito parecidas mas nunca iguais. Gosto muito de fotografar paisagem mas nada iguala as pessoas, gosto da forma como se eternizam momentos, idades, fases da vida. Há magia nas fotografias de crianças, de adolescentes, mas nada me seduz no newborn, não acho piada rigorosamente nenhuma a miúdos dentro de cestos, enrolados em mantas, com as mãos em posições estranhas. Nunca fotografei um bebé em poses destas porque acho estranho e porque não me revejo no conceito. Nunca ganhei um centavo que fosse com a fotografia mas sinto que há pessoas que abusam, que partem do pressuposto que como gosto de fotografar, tenho obrigação das captar. E não tenho. Fotografo quando e como quiser e dou as fotos que bem entender. Não as vendo mas também não as dou de bandeja. Porque tirar fotografias é do que mais gosto de fazer, mas a máquina tb deve ter uma duração de vida, e eu não sou a Mariazinha das couves a quem se recorre para pedir favores sem sequer se agradecer. Porque há pessoas que é para mim um orgulho fotografar [eu é que peço até], outras mal as conheço e não lhes devo favores.

Fotografo muito no dia a dia com o telemóvel, mas é com o som da máquina que sou mais feliz.

[Não sei fotografar estrelinhas, mas um dia saberei]. 

Boa Noite.

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