Rainy days.

Não têm estado para brincadeiras os dias. Aquela chuva constante, ora forte, ora molha tolos, aquelas rajadas de vento tocadas a chuva da miudinha que parece que não, mas molha tudo. Aquele caos no trânsito, acidentes atrás de acidentes, os chicos espertos a mostrarem que não passam disso mesmo.

Aquele tempo em que só apetece estar em casa, embrulhada numa manta, de pijama. Com livros e no silêncio a ouvir a chuva cair, o som das goteiras, a alternância da chuva forte com a fraca. Gosto de estar em casa em dias assim (e nos outros também). Evito sítios confusos, amontoados de gente e de carros, estradas e rotundas com filas paradas e zonas que sei serão propícias a confusões. Lá no fundo gosto da pacatez que a minha aldeia me traz, na minha estrada de terra batida, que a ter hipótese de escolher, nunca quereria que fosse alcatroada. É certo que lá passam poucos carros e é chato ter os pés sujos de terra molhada ou cheios de pó nos píncaros do Verão, mas é tudo tão tranquilo que às vezes tenho mesmo que lá voltar. São muitos, imensos kilometros forrados a muitos euros de portagens e afins. Chateia-me esta merda do dinheiro. Juro que sim.

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(Ler dentro do carro é outra coisa que faço amiúde. Com chuva, enquanto aguardo os treinos já na chegada das noites, fica assim).

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