Goodbye March.

E outro mês que passou…

O tempo, como passa depressa o tempo. Ou devagar, é conforme. Tenho andado mais a leste, sem tempo, sem a dedicação que sempre consegui ter aqui ao blogue. Não é porque tenha perdido o entusiasmo, é porque não consigo umas vezes, não acho que faça sentido noutras, e porque nem sempre tenho conteúdo. Não faço ideia de quem me lê, nem sei que conteúdos abordar. Tenho sempre mil e uma ideias e depois penso: ” Mas isto tem algum interesse”?…Tenho tido pouco tempo, confesso. E sim, ando mais desmotivada, mas todos passamos por estas fases.. Não gosto que a minha vida seja só feita do trabalho/casa esse binómio que tanto nos caracteriza. Gosto de fazer coisas diferentes, fotografar todos os dias alguma coisa diferente, tentar cozinhar todos os dias uma coisa diferente, tentar usar acessórios diferentes, tentar vestir roupas diferentes, tentar treinar de uma forma diferente (embora treine sempre igual, me vista quase sempre de igual..)

Amanhã entra outro mês e começo o dia numa consulta de nutrição. Já agora quero saber como me ando a safar..

**

Sunday.

Não são bem nadas que fim do mês para mim é sempre sinónimo de alguma coisa para fazer.. E tenho tanto que estudar, tanto trabalho para organizar..

O sol já brilha neste primeiro dia de mudança de hora que é sempre assim para o estranho, pelo menos para mim.

Bom dia para esse lado.

**

Não me lembro de um mês como este. Com tanto trabalho, com tanta falta de energia. Estou acabada de chegar da reunião anual. Comboios cheios de gente, um hotel quase esgotado, e centenas de PowerPoints e role plays e apresentações e simulações, comida assim assado e eu com tanto trabalho para os próximos meses que nem dou conta de como vai ser.

Extenuada é pouco.

**

Menina..

Há hábitos e maneiras que mudam de terra para terra, de região para região, de distrito para distrito, de país para país, até de aldeia para aldeia..

Fui habituada a ser educada. Não sendo filha de pessoas com estudos, qualificadas ou com altos cargos, sempre me ensinaram os princípios básicos.

Na minha terra chamamos meninas às meninas crianças e às outras “meninas”. Porque nunca lhes chamamos o verdadeiro nome, ou aquele outro, ou tantos daqueles que também lhes chamam como lambisgoia, pindérica e outros afins que, para mim, querem todos dizer o mesmo..

Hoje de manhã num café na hora de pagar chamava educadamente a senhora, “Quanto é minha senhora?” Ao que quem comigo estava me sussurrava, “Senhora não, menina”. Senti-me a ruborizar. Educadamente pedi desculpa à senhora e baixinho expliquei que não sou do Norte e por isso não trato as senhoras por meninas. “Aqui onde estamos tb não”! respondia-me ela.

Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso não é assim o ditado?! Nisto, como em tantas outras coisas, não há certos nem errados. Há maneiras diferentes de ver as coisas, de apreender as coisas, maneiras diferentes, nem piores, nem melhores, nem mais bem educadas, nem menos. Apenas diferentes.

Nunca chamarei de bom ânimo menina a ninguém, além de a uma criança, ou muito esporadicamente a amigas do coração daquelas mesmo chegadas que o carinho me leva quase diariamente a tratar por amor. Não me assenta, não acho que me faça sentido. É apenas a minha maneira. Nem melhor, nem pior que a de ninguém.

**