Da saúde.

Não sou pessoa daquelas com mil cuidados com a saúde. Das que fazem análises e check ups com frequência anual. Das que vão ver se têm diabetes, tensão alta ou pé de atleta.

De há uns anos a esta parte faço controle mamário por fibroses que precisam ser controladas e que faço questão de ir ver, de ano a ano. Há muito tempo que não vou à ginecologista, ao médico de família, até ao fisiatra e à fisioterapia. Também não tenho ido ao cabeleireiro, à esteticista, e fazer unhas de gel. Não é desleixo é conseguir eu sozinha tratar destes aspectos, em casa, com o dom que Deus me deu de me depilar com cera, de tratar de cabelos e há meses não pintar unhas porque não quero.

Com a saúde é diferente.

Tenho que ir fazer análises. Tenho que ir à ginecologista. Desde 2014 que não ía ao dentista. Tenho muita sorte de ter uns dentes impecáveis, que trato bem mas que são abençoados porque não me dão problemas. Mas tanto tempo passado, poderia haver aqui algo mais para além do tártaro. E havia. Uma cárie que foi tratada e uns quantos dentes por analisar.

Não há pior lugar para mim que a cadeira do dentista e as suas poderosas ferramentas pequeninas, barulhentas e aflitivas. Fiquei tão tensa que as minhas pernas tremiam como se estivesse a fazer prancha durante 5 minutos. Respiração ofegante nuns olhos sempre fechados, borrados de medo. Detesto ir ao dentista. E por isso estive estes anos sem ir. Neste período nunca tive uma dor, sensibilidade dentária, sangramento das gengivas, tártaro que se visse a olho nu, ou algo que me desse indicação que algo não estava bem. Na genética que me calhou no dia da distribuição, falharam algumas partes, mas os dentinhos foram abençoados (podiam ser direitinhos, mas não seria a mesma coisa).

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Bom dia, sol.

Está um sol brutal, não sei se de pouca dura mas por agora brilha.

Bom dia para esse lado.

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