Done.

E está passada a Páscoa…

Eu não percebo muito da Páscoa, talvez porque me faltem as bases. Sou católica dos 7 costados sem nunca ter praticado. Haveria de ser já na idade adulta, em plena Universidade, que iria assistir a missas e perceber que o momento dos “beijinhos” era alusivo à paz de Cristo.

Sempre comi folar na Páscoa e nunca mais comi folares como os da minha mãe. Na minha terra os folares são diferentes, sabem a erva doce e têm tranças a esconder os ovos. Na minha casa nunca tive ordem para arrancar as tranças sem ter chegado o momento, nem para comer o ovo sem pedir autorização. É quase como o galo da melancia, o bocadinho mais desejado, que agradecia quando mo davam como se me tivesse saído a sorte grande.

As pessoas viajam na Páscoa. Duvido que lhe dêem muito valor. Eu gosto de procissões, de fanfarras, de igrejas decoradas, de tapetes de flores por onde passam os andores. E gosto de tudo isto sem nunca o ter tido na Páscoa. Não sou menos católica que aqueles que tem a primeira comunhão, a solene, o crisma e os afins. Tenho a educação católica que me foi dada por uma mãe que nasceu numa casinha à beira de uma igreja, que é, até hoje o local mais emblemático da minha vida. Como nenhum outro.

Às vezes tenho pena de uma série de coisas. De nunca ter entendido a Páscoa é apenas uma delas.

Boa Noite, Especiais

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