Sunday’s being sunday’s.

Não sou pessoa de fazer grandes passeios ao domingo. Se calhar faço mal. Mas gosto desta madorna que caracteriza os domingos.

Não me dá para dormir. Dá-me para ficar de roupa desportiva, sem me pentear, sem me maquilhar e sem sequer lavar a cara. O tempo estica sempre mais aos domingos. Estudei com o pequeno o Estado Novo, a Guerra Colonial e a Revolução, cozinhei uma bela bolonhesa, fiz umas 5 máquinas de roupa, que estendi, apanhei e dobrei, lavei varandas, arredei móveis, aspirei, arrumei roupas, e nos entretantos ia-me olhando ao espelho a pensar que não tenho vontade nenhuma de me arranjar. E que portanto o mais certo é me afundar no livro, devorar mais um pouco do ovo de Páscoa que tinha ali, e fazer zapping nos mil canais que nunca vejo nas inúmeras polegadas que aqui tenho para desfrutar e a que também raramente dou uso.

Os domingos tem que ser o que as pessoas bem entenderem. Uns vão á beira mar, outros vão comer doces conventuais, festejam o campeonato, e bebem umas cervejolas frescas. Outros deixam-se estar. De cabelo desgrenhado e apanhado para disfarçar.

Sabe-me tão bem estar assim.

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